Nova tecnologia aposta em recarga rápida, menor custo e melhor desempenho térmico
Uma nova geração de baterias de íons de sódio começa a sair do campo experimental com um avanço que chama atenção: carga completa em apenas 11 minutos. O resultado, obtido em testes recentes na China, aproxima a experiência dos elétricos do tempo de abastecimento de carros a combustão.
A tecnologia está sendo desenvolvida pela estatal BAIC, grupo que mantém parcerias com marcas como Mercedes-Benz no mercado chinês. O sistema utiliza células prismáticas e trabalha com taxa de carregamento 4C, o que significa que pode receber uma potência até quatro vezes superior à sua capacidade nominal. Na prática, isso permite atingir carga total em algo próximo de 10 a 15 minutos, dependendo das condições.
Em termos de especificações, a densidade energética gira em torno de 170 Wh/kg, ainda abaixo das baterias de lítio mais avançadas, mas já próxima de soluções LFP usadas em modelos de entrada, como a geração atual da Blade da BYD. Ou seja, o sódio começa a se tornar viável fora do laboratório.
O principal diferencial está no custo e na cadeia de suprimentos. O sódio é abundante e menos dependente de materiais críticos, o que reduz pressão de preço e riscos geopolíticos. Ao mesmo tempo, apresenta vantagens operacionais: a bateria mantém mais de 90% da capacidade a -20°C e opera de -40°C a 60°C, com desempenho mais estável que o lítio em temperaturas extremas.
O principal diferencial está no custo e na cadeia de suprimentos. O sódio é abundante e menos dependente de materiais críticos, o que reduz pressão de preço e riscos geopolíticos. Ao mesmo tempo, apresenta vantagens operacionais: a bateria mantém mais de 90% da capacidade a -20°C e opera de -40°C a 60°C, com desempenho mais estável que o lítio em temperaturas extremas.
Fonte https://insideevs.uol.com.br/