
Wagner Guidi, de Aparecida de Minas, distrito de Frutal, criou equipamentos que aumentam a produtividade no plantio de abacaxi e hoje levam tecnologia brasileira para o mercado internacional.
A paixão por plantar abacaxi levou o produtor rural Wagner Guidi, de Aparecida de Minas, distrito de Frutal, no Triângulo Mineiro, a transformar um problema em negócio. Diante da falta de mão de obra e da escassez de maquinário voltado para a cultura, ele decidiu criar as próprias soluções, e acabou desenvolvendo equipamentos que hoje são exportados até para Taiwan.
Wagner sempre teve uma grande paixão por plantar abacaxi e nunca cogitou desistir, mesmo diante das dificuldades. E foi essa persistência que o levou a criar sua primeira engenhoca: uma máquina capaz de pulverizar até um hectare por hora e aplicar o adubo bem próximo à planta.
em recursos para investir em tecnologia, ele aproveitou peças antigas que estavam guardadas em um barracão da fazenda, transformando criatividade e determinação em solução prática para melhorar a produção.
“Eu fui pegando partes e emendando tudo. No final, deu certo o equipamento para pulverizar o abacaxi. O pessoal viu que eu estava economizando e começou a pedir que eu fizesse uma máquina para eles também”, lembra.
O segundo invento veio para atacar outro gargalo da produção: o plantio. Wagner criou uma plantadora de mudas de abacaxi, acoplada ao trator, na qual duas pessoas encaixam as mudas que caem diretamente na terra, já enfileiradas. Com ela, é possível plantar 3.600 mudas por hora, enquanto, no trabalho manual, um funcionário conseguia plantar cerca de 3 mil por dia.
Até chegar ao modelo atual, foram cinco anos de testes e cinco protótipos. “No dia que consegui colocar três mudas de abacaxi em pé com a máquina, eu concluí que tinha conseguido”, lembra o produtor.
fonte https://g1.globo.com/