onheça o “monstro” militar de 14 rodas que carrega o arsenal estratégico: o chassi de sete eixos que queima 365 litros de diesel a cada 100 km para esconder mísseis de elite no meio do barro, cruzar terreno destruído e manter armas estratégicas prontas para disparo longe dos radares inimigos

image

Um chassi militar de sete eixos ligado ao míssil Topol e à mobilidade estratégica soviética, conhecido pelo consumo elevado e pela autonomia limitada, que acabou substituído na modernização para o Topol-M e por mudanças industriais após 1992.

O MAZ-7917 entrou para a lista das máquinas mais incomuns já feitas para rodar fora de estrada: um chassi militar de sete eixos e 14 rodas criado no fim da era soviética para levar, sobre a própria carroceria, um lançador móvel do míssil Topol.

Mais do que o tamanho, o que chama atenção é o custo para colocar esse “gigante” em movimento na lama e em vias destruídas. Em catálogos técnicos e bases de especificações, o modelo aparece com consumo muito alto em operação pesada, podendo chegar a 365 litros de diesel a cada 100 quilômetros, dependendo do terreno e da carga.

Esse apetite por combustível encurta a distância que ele consegue percorrer sem parar. De acordo com compilações técnicas do MAZ-7917, o chassi tem dois tanques com capacidades de 395 e 450 litros, somando cerca de 845 litros.

inda assim, o alcance de referência é de aproximadamente 413 quilômetros, com variações conforme o regime de condução, o tipo de solo e o peso transportado.

Por isso, em deslocamentos longos, a movimentação costuma depender de reabastecimento planejado e apoio logístico, sobretudo quando o trajeto envolve trechos de terra e estradas degradadas.

Chassi MAZ-7917 e o papel no sistema Topol

A União Soviética desenvolveu uma família de chassis especiais para transportar, elevar e lançar mísseis a partir de plataformas móveis, com a intenção de reduzir previsibilidade e ampliar a capacidade de dispersão.

Inserido nesse conjunto, o MAZ-7917 é descrito pelo fabricante MZKT, em sua seção histórica, como um chassi especial projetado para carregar o lançador do sistema Topol, com configuração de eixos 14×12 e duas cabines separadas.

Esse recorte ajuda a contextualizar o papel do veículo.

O objetivo principal não era eficiência de transporte civil, mas sim permitir que um lançador de grande porte se deslocasse por rotas alternativas, incluindo terrenos fora do asfalto, dentro de parâmetros operacionais previstos para uso militar.

Nessa lógica, o desempenho é medido por capacidade de carga, mobilidade e robustez mecânica, ainda que isso implique custos altos de combustível.

Consumo de diesel e autonomia do MAZ-7917

O dado que mais chama atenção nos registros do MAZ-7917 é o consumo.

Em bases de especificações, os 365 litros por 100 quilômetros aparecem como teto de uma faixa, não como regra fixa.

Essas compilações costumam registrar o consumo entre 265 e 365 litros por 100 quilômetros, com variações ligadas ao peso transportado e à dificuldade do terreno.

Os mesmos materiais indicam uma velocidade de trabalho na faixa de 18 a 32 km/h, padrão associado a veículos projetados para deslocar cargas muito pesadas com controle.

Combinado à autonomia curta, esse conjunto de números ajuda a explicar por que o deslocamento depende de planejamento.

Mesmo quando descrito como apto a operar fora do asfalto, um chassi desse porte costuma exigir coordenação de apoio, tanto para combustível quanto para manutenção e segurança do trajeto.

Substituição do MAZ-7917 e mudanças após 1992

O MAZ-7917 foi pensado para um papel específico e acabou ficando ligado a uma fase do programa Topol.

Fontes de referência sobre a linha de chassis da região apontam dois fatores principais para a substituição: a evolução do armamento e as mudanças industriais no período pós-soviético.

Nesse cenário, o chassi passou a ser comparado a plataformas mais novas quando o Topol-M entrou como substituto na família.

WhatsApp
Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram