
viagens interestaduais e ao Mercosul, com risco de bloqueio no embarque.
Com o novo RG na forma da Carteira de Identidade Nacional, o Piauí passou a exigir CIN para embarcar em rodoviárias e aeroportos, em viagens interestaduais e internacionais. Às vésperas do Carnaval, passageiros sem documento atualizado podem ser barrados, inclusive em rotas ao Mercosul, e devem buscar agendamento com antecedência.
Passageiros que saem do Piauí de ônibus ou avião passaram a conviver com uma exigência imediata: o novo RG, agora na modalidade Carteira de Identidade Nacional, virou condição para embarque em aeroportos e rodoviárias dentro do estado. A mudança atinge viagens interestaduais e internacionais e tende a pressionar o sistema justamente no período de maior fluxo.
A orientação foi reforçada pela Secretaria da Segurança Pública, por meio do Instituto de Cidadania Digital, com alerta direto para evitar impedimentos na hora do embarque. O recado é simples e operacional: sem CIN regular, há risco real de bloqueio, filas, remarcações e perda de viagem, inclusive em deslocamentos para destinos do Mercosul.
O que mudou no Piauí e por que o controle ficou mais rígido

A medida foi adotada inicialmente somente no Piauí e determina que a Carteira de Identidade Nacional, identificada como CIN, passe a ser obrigatória para embarques em aeroportos e rodoviárias. O alcance anunciado inclui viagens interestaduais e internacionais, ampliando o impacto para quem atravessa fronteiras estaduais ou segue para fora do país.
O fator de tensão é o calendário. A exigência chega às vésperas do Carnaval, período em que o fluxo de passageiros aumenta de forma expressiva. Na prática, a regra cria um gargalo previsível: mais gente viajando, mais checagem de documento e menor margem para improviso no balcão, no portão e na plataforma.
Onde a exigência pega: aeroportos, rodoviárias e rotas interestaduais
O ponto central não é o destino final, mas o local de embarque no estado. No Piauí, a orientação vale para rodoviárias e aeroportos, o que inclui tanto viagens de ônibus quanto voos. Quem estiver com documentação considerada irregular ou desatualizada corre o risco de ser impedido de embarcar.
O efeito é direto sobre viagens interestaduais, típicas de feriados, visitas familiares e turismo, porque exigem validação documental com rigor maior. Em períodos de alta demanda, um passageiro que chega com documento inadequado tende a descobrir o problema tarde demais, quando já está com mala pronta e passagem emitida.
CIN como novo RG: padrão unificado, CPF como número único e foco antifraude
A Carteira de Identidade Nacional é descrita como novo modelo de identificação adotado nacionalmente, com padrão unificado e mais segurança. O documento utiliza o CPF como número único de identificação, o que reduz duplicidades e melhora a validação.
Outro ponto destacado é a presença de recursos que reduzem fraudes, reforçando por que o controle de embarque tende a migrar para o modelo novo. Para passageiros, isso altera a rotina: o documento deixa de ser apenas uma carteira no bolso e passa a ser uma chave de acesso para deslocamento, especialmente em períodos de maior fiscalização.
Viagens internacionais e Mercosul: quando o novo RG vira documento de embarque
Para quem viaja ao exterior, há um detalhe relevante: em viagens internacionais para países do Mercosul, a CIN é aceita como documento oficial de identificação no momento do embarque. Isso amplia o alcance da exigência, porque conecta aeroportos, rodoviárias e rotas internacionais em um mesmo critério de checagem.
O alerta prático é que, mesmo quando o passageiro imagina que “qualquer identidade serve”, o controle pode ser feito com base no documento mais recente e padronizado. Nesse cenário, a ausência do documento certo se traduz em um risco operacional imediato, com possibilidade de impedimento ainda no Piauí.
O aviso oficial e o risco mais comum: deixar para a última hora antes do Carnaval
A recomendação transmitida pelo superintendente do Instituto de Cidadania Digital, Marcelo Mascarenha, é de antecipação. O argumento é operacional e ligado à demanda: em períodos de grande movimentação, como o Carnaval, a procura por atualização cresce significativamente.
A lógica do alerta é evitar o pior tipo de problema para o viajante: descobrir a exigência já na fila, quando não há tempo para corrigir. Atualizar a identidade antes é descrito como forma de garantir tranquilidade no embarque e evitar situações de impedimento por documentação irregular.
Quem precisa providenciar o novo RG no Piauí
A lista de públicos que devem providenciar a Carteira de Identidade Nacional inclui três grupos objetivos:
Pessoas que ainda utilizam o antigo modelo do RG
Crianças e adolescentes sem documento com foto válido
Cidadãos que desejam utilizar a versão digital da identidade em viagens e serviços
Na prática, isso abrange tanto quem nunca atualizou a carteira quanto famílias que dependem de documento com foto para menores, além de quem busca a conveniência do formato digital em deslocamentos e validações.
Rede de atendimento no estado: mais de 190 unidades e 19 em Teresina
Para viabilizar a exigência, o Instituto de Cidadania Digital informa uma estrutura de atendimento ampla no Piauí: mais de 190 unidades em funcionamento, com 19 apenas em Teresina. A distribuição é citada como forma de garantir acesso descentralizado, reduzindo a concentração de demanda em poucos pontos.
Em termos práticos, essa capilaridade não elimina filas em alta temporada, mas aumenta as chances de o cidadão encontrar um local de atendimento mais próximo. A recomendação de antecipar continua sendo a peça principal para evitar contratempos.
Quanto custa e como resolver: primeira via gratuita e segunda via com taxa
O custo é dividido em dois cenários. A primeira via da CIN é gratuita, o que reduz barreira para quem ainda está no RG antigo. Já a segunda via, em casos de perda ou roubo, é tratada como exceção que exige providência rápida e tem cobrança.
Nessa situação, é indicada a busca por uma unidade de atendimento ou a realização de agendamento pelo aplicativo Gov.PI Cidadão. A taxa informada para a segunda via é de R$ 22,60, valor que se soma aos custos indiretos de quem precisa resolver o problema com urgência às vésperas de viagem.
No Piauí, o novo RG na forma de Carteira de Identidade Nacional passou a ser exigência prática para quem pretende viajar de ônibus ou avião, com impacto sobre embarques em rodoviárias e aeroportos, viagens interestaduais, deslocamentos internacionais e até rotas do Mercosul. Com a proximidade do Carnaval, a combinação de alta demanda e checagem documental rígida eleva o risco de impedimento para quem não estiver com a CIN regular, tornando a antecipação no atendimento e no agendamento a principal medida para evitar bloqueios.
Fonte https://clickpetroleoegas.com.br/