Mergulhadores acharam no fundo do Mar Negro um navio grego de 23 metros quase intacto e tão bem preservado que parece ter ficado congelado no tempo por 2.400 anos

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Descoberta de navio grego de 2.400 anos, preservado a mais de 1,9 quilômetro no Mar Negro, amplia o alcance do projeto Black Sea MAP, que já identificou mais de 60 naufrágios e vestígios de uma antiga vila submersa na Bulgária

Um navio mercante grego de 2.400 anos, com 23 metros de comprimento, foi encontrado quase perfeitamente preservado a mais de 1,9 quilômetro de profundidade no Mar Negro, onde passou a ser tratado como o naufrágio intacto mais antigo já descoberto.

Descoberta no Mar Negro

A descoberta foi feita pelo projeto Black Sea MAP, que já identificou mais de 60 naufrágios de diferentes períodos na região.

O conjunto inclui desde embarcações mercantes romanas carregadas com ânforas até uma frota de ataque cossaca do século XVII.

Segundo os pesquisadores, o levantamento mostra como o Mar Negro foi uma rota intensa de comércio e deslocamento ao longo dos séculos.

O navio grego recém-descoberto, datado do período clássico, acrescenta mais um registro a essa história marítima.

Em conjunto, as descobertas reforçam que diferentes embarcações cruzaram a região em épocas variadas, deixando um rastro material preservado em profundidades extremas ali.

Naufrágio antigo preservado

O navio repousa a mais de 2 quilômetros de profundidade, em 

águas sem oxigênio. Esse ambiente anóxico impede a decomposição de matéria orgânica, como a madeira, e ajuda a explicar por que a embarcação permaneceu de pé por mais de dois milênios.

Ciências aquáticas e marinhas

Para o professor Jon Adams, da Universidade de Southampton e pesquisador principal do projeto, encontrar um navio do mundo clássico preservado dessa forma é algo que ele jamais teria acreditado ser possíevl. A estrutura permaneceu quase intacta, algo raro em achados antigos.

Mais de 60 embarcações

Os mais de 60 naufrágios identificados pelo Black Sea MAP pertencem a épocas distintas. Segundo a equipe, eles abrangem embarcações romanas e outras ligadas a conflitos regionais posteriores, formando um conjunto que ajuda a reconstruir a circulação humana no Mar Negro.

O projeto não se limita aos navios. Os pesquisadores também exploram antigas linhas costeiras hoje submersas, buscando entender como comunidades humanas se adaptaram à medida que o nível do mar subia gradualmente ao longo do tempo.

Vila submersa na Bulgária

Perto de Ropotamo, na Bulgária, a equipe encontrou os restos de um antigo assentamento da Idade do Bronze. O local, antes uma vila costeira, ficou enterrado sob o leito marinho após o avanço da 

água.

De acordo com o projeto, vestígios de casas, lareiras e cerâmicas estão a cerca de 2,5 metros abaixo da superfície.

Com a elevação do nível da água, a área virou uma baía e foi usada por colonos gregos, marinheiros bizantinos e pela frota otomnaa.

Com informações de Daily Galaxy.

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