Cláudio da Costa Oliveira setembro 2026.
O Brasil precisa se conhecer para decidir o seu futuro. Esse é o objetivo desta série. A história das ferrovias, da energia, da indústria e das relações internacionais nos trouxe até aqui. Agora precisamos olhar para as pessoas que vivem neste país e perguntar por que suas experiências parecem, tantas vezes, tão distantes umas das outras.
Somos uma sociedade formada por povos indígenas, africanos e seus descendentes, portugueses e sucessivas correntes de imigrantes. Ao longo das gerações, essas origens se encontraram e se misturaram. Mas as oportunidades de possuir terra, estudar, acumular patrimônio e participar do poder foram profundamente desiguais.
A diversidade pode nos enriquecer. O que nos enfraquece é a dificuldade de reconhecer essas desigualdades e de construir um projeto que inclua a população inteira. Enquanto discutimos quem merece pertencer ao Brasil, deixamos de discutir como todos poderão participar de seu desenvolvimento.
Precisamos começar pela escravidão. Ela foi uma das maiores atrocidades da história humana. Pessoas foram arrancadas de suas comunidades, transportadas à força, vendidas, submetidas a castigos e obrigadas a trabalhar para enriquecer seus proprietários. Famílias foram separadas e a própria condição de pessoa foi violentada.
Essa violência também atingiu povos indígenas. E os africanos escravizados e seus descendentes resistiram: fugiram, organizaram quilombos, preservaram conhecimentos, formaram famílias e lutaram pela liberdade. A história brasileira deve reconhecer essa ação, além do sofrimento que lhes foi imposto.
O mapa da escravidão, entretanto, não corresponde a uma divisão simples entre um Norte escravista e um Sul formado por imigrantes. No Censo de 1872, Minas Gerais tinha mais de 370 mil pessoas escravizadas; a província do Rio de Janeiro, quase 293 mil; São Paulo, aproximadamente 157 mil. O Rio Grande do Sul registrava quase 68 mil. A escravidão atravessava as regiões que depois receberiam importantes correntes de imigração.
GRÁFICO 1 A escravidão também marcou o Sul e o Sudeste

Cinco províncias selecionadas no Censo de 1872. Valores absolutos, sem ajuste pela população provincial. *Rio de Janeiro não inclui o Município Neutro, a cidade do Rio, registrado separadamente. Fonte: Mello, 1984, v. I, tabela 1, p. 60, com dados censitários.
Esses números retratam as pessoas ainda escravizadas naquele momento. Não representam todos os africanos trazidos ao Brasil, nem todos os seus descendentes, muitos dos quais já eram livres. Também não permitem desenhar, sozinhos, o mapa de seus descendentes hoje.
Em 1888, a Lei Áurea encerrou juridicamente a escravidão. Seus dois artigos não estabeleceram um programa de distribuição de terras, de escolarização ou de reparação para os libertos. A liberdade foi uma conquista imensa. Mas a lei não eliminou as diferenças materiais acumuladas durante séculos.
A família que já possuía terra, casa, renda e acesso à escola pôde transmitir vantagens aos filhos. Quem saía da escravidão precisava construir a vida sob condições muito mais difíceis. É por esse caminho, entre outros, que a desigualdade atravessa as gerações.
A chegada de alemães, italianos, japoneses, portugueses, sírios, libaneses e outros imigrantes ampliou os conhecimentos, os costumes e as formas de organização presentes no país. Houve contribuições importantes para a agricultura, o comércio e a indústria. Muitos chegaram pobres e enfrentaram exploração e discriminação.
A concentração geográfica dessas correntes é demonstrável. Uma reconstrução da distribuição dos estrangeiros registrados no Censo de 1920 indica que aproximadamente 78% viviam no Sudeste e 16% no Sul. Somadas, as duas regiões reuniam cerca de 94% desse contingente.
GRÁFICO 2 Onde viviam os estrangeiros em 1920

Distribuição aproximada dos 1.565.961 estrangeiros registrados no censo, sem contar seus descendentes brasileiros. Cálculo ponderado pelos totais de homens e mulheres da tabela 5 de Melo e Marques, 2008, p. 79. O Distrito Federal de 1920 era a cidade do Rio de Janeiro e foi incluído no Sudeste.
Isso ajuda a compreender diferentes experiências regionais. Mas as populações não permaneceram separadas. As migrações internas, os casamentos e a vida nas cidades aproximaram descendentes de imigrantes, de africanos e de povos indígenas. Uma mesma pessoa pode reunir várias dessas ascendências.
Por isso, origem familiar e cor ou raça declarada no censo precisam ser compreendidas com cuidado. Uma pessoa branca pode ter antepassados africanos; uma pessoa parda pode ter forte ascendência indígena. Os dados de cor ou raça descrevem a identificação da população e ajudam a estudar desigualdades. Eles não funcionam como uma árvore genealógica.
O Censo de 2022 mostra diferenças regionais expressivas. Pretos e pardos, somados, representavam 76,0% da população do Norte e 72,6% da população do Nordeste. No Sudeste, eram 49,3%; no Sul, 26,7%; no Centro-Oeste, 61,5%. No conjunto do Brasil, 55,5%.
GRÁFICO 3 Como a população se identifica por cor ou raça

Percentuais dentro de cada região, segundo o Censo de 2022. O gráfico apresenta as categorias branca, preta e parda; amarela e indígena também fazem parte do censo e não estão representadas aqui. As barras não medem ascendência nem preferência política. Fonte: IBGE, Identificação étnico-racial, gráfico 5.
No Norte, em particular, a presença indígena na formação da população exige atenção. Seria um erro interpretar toda a população parda da região como descendente de africanos escravizados. Seria igualmente errado imaginar que a população negra do Sul e do Sudeste esteja à margem da história dessas regiões.
Uma média regional também esconde diferenças entre cidades, bairros e famílias. A origem ajuda a compreender experiências, mas não determina a capacidade, os valores ou a escolha eleitoral de cada brasileiro.
A educação faz parte dessa formação. Os jesuítas, presentes desde 1549, organizaram colégios e atividades de catequese. Seu ensino valorizava a disciplina, a autoridade e a hierarquia. Estudos sobre o Ratio Studiorum mostram como esse modelo participou da organização da sociedade colonial.
Essa história inclui a criação de instituições de ensino e, em certos contextos, a defesa de indígenas contra sua escravização. Também inclui conflitos e imposições culturais. Ela precisa ser compreendida em suas contradições. Os jesuítas foram expulsos dos domínios portugueses em 1759; as decisões educacionais dos séculos seguintes tiveram outros responsáveis.
Penso que devemos examinar a permanência de práticas que estimulam a obediência sem favorecer a participação. Mas seria injusto atribuir toda a desigualdade brasileira aos jesuítas ou à religião. A fé pode sustentar a dignidade humana e o compromisso com a justiça. A escola que precisamos deve ensinar cada pessoa a compreender, perguntar, investigar e participar das decisões.
O retrato atual da pobreza mostra por que essa discussão continua necessária. Segundo a Síntese de Indicadores Sociais de 2025, com dados de 2024, a pobreza atingia 15,1% das pessoas brancas, 25,8% das pretas e 29,8% das pardas. A linha utilizada pelo estudo correspondia a aproximadamente R$ 694 mensais por pessoa.
GRÁFICO 4 A pobreza atinge de forma desigual os brasileiros

Brasil, 2024. Percentual abaixo da linha de US$ 6,85 por dia em paridade de poder de compra de 2017, equivalente a aproximadamente R$ 694 mensais por pessoa naquele ano. Fonte: IBGE, Síntese de Indicadores Sociais 2025.
O mesmo levantamento registrou uma melhora: a proporção de brasileiros na pobreza caiu de 27,3% em 2023 para 23,1% em 2024. Reconhecer esse avanço permite discutir quais medidas funcionaram e como ampliá-las. A melhora nacional, porém, convive com uma grande desigualdade entre grupos.
O gráfico não mede quanto dessa diferença foi causado pela escravidão. Para isso seriam necessários outros estudos. Ele mostra a desigualdade presente que precisamos enfrentar. A história ajuda a investigar como o acesso desigual à terra, à educação, ao emprego e à proteção pública produziu situações tão distintas.
Também há pobreza entre brancos e prosperidade entre negros. Políticas universais de boa qualidade precisam alcançar todos. Ao mesmo tempo, desigualdades raciais persistentes justificam medidas específicas, acompanhadas por resultados verificáveis.
É nesse ponto que nossas experiências podem se transformar em incompreensão política. Uma família que conseguiu melhorar de vida pelo pequeno negócio pode dar grande importância ao esforço individual e ao direito de empreender. Outra, atingida pelo desemprego e sem patrimônio, pode considerar a proteção social a condição mínima para recomeçar.
São exemplos de situações possíveis, não descrições de grupos raciais ou de regiões inteiras. As duas famílias podem estar falando de dificuldades reais. Compreender suas razões ajuda a construir soluções; não significa que toda explicação ou proposta política esteja correta.
Quando a discussão se resume a acusar o outro de preguiça, egoísmo ou ignorância, o problema concreto desaparece. Uma empresa precisa de consumidores, trabalhadores preparados e infraestrutura. Uma família precisa de renda, serviços públicos e oportunidades de trabalho. Há interesses comuns que a disputa partidária frequentemente deixa em segundo plano.
A distância tecnológica torna esse desencontro ainda mais grave. Um indicador ajuda a dimensionar o desafio: quanto do produto de um país é destinado à pesquisa e ao desenvolvimento, o chamado P&D. Esse esforço reúne recursos públicos e privados e sustenta a criação e o aperfeiçoamento de conhecimentos, produtos e processos.
Na série do Banco Mundial, o Brasil passou de 1,15% do PIB em P&D, em 2019, para 1,19% em 2023. A China passou de 2,20% para 2,58%. Nesse período, a diferença entre os dois países aumentou de 1,05 para 1,39 ponto percentual do PIB
GRÁFICO 5 A distância no esforço de pesquisa aumentou

Dispêndio em pesquisa e desenvolvimento como percentual do PIB, incluindo setores público e privado. Série anual de 2019 a 2023. Este indicador mede esforço de pesquisa e não toda a capacidade tecnológica. Fonte: Banco Mundial, World Development Indicators, indicador GB.XPD.RSDV.GD.ZS, com dados do Instituto de Estatística da UNESCO.
Isso não demonstra que o Brasil esteja perdendo terreno em toda atividade, nem que a distância cresça em todos os anos. Mostra um problema concreto: nesse indicador e nesse intervalo, a China ampliou mais intensamente seu esforço. A pergunta brasileira deve ser como sustentar avanços e difundi-los pelo conjunto da economia.
A inteligência artificial aumenta a urgência dessa pergunta. Comprar um sistema pronto pode melhorar uma tarefa. Desenvolver capacidade própria exige formar pessoas capazes de compreender a tecnologia, adaptá-la às necessidades locais e avaliar seus resultados. A infraestrutura de energia e comunicação precisa caminhar junto com a educação e a pesquisa.
O jovem que abandona a escola por falta de condições materiais perde uma oportunidade. O país também perde um possível técnico, professor, pesquisador ou empreendedor. Por isso, enfrentar a desigualdade faz parte da política de desenvolvimento tecnológico.
A discussão sobre terras raras oferece uma lição. A frase atribuída a Deng Xiaoping, relacionando o petróleo do Oriente Médio às terras raras da China, é situada em 1992. Essa atribuição consta, por exemplo, do depoimento de um parlamentar em audiência do Congresso americano de 2011. Não se trata, portanto, de uma transcrição do discurso original de Deng.
Em 2026, isso corresponde a 34 anos. A comparação expressa uma percepção estratégica: recursos minerais podem sustentar atividades industriais importantes. Mas seria errado concluir que o Brasil desconhecia as terras raras naquele tempo.
Em 1951, o Decreto nº 30.230 já mencionava expressamente as terras raras entre os minerais de interesse para a produção de energia atômica. O conhecimento estava presente em instituições brasileiras muito antes da frase atribuída ao líder chinês.
A pergunta que precisamos fazer é o que conseguimos construir a partir desse conhecimento. Quanto aprendemos a processar? Que produtos passamos a fabricar? Que capacidades conseguimos manter de uma geração para a seguinte? Uma reserva mineral só se transforma em desenvolvimento amplo quando sua exploração se liga à formação de pessoas, à produção e à distribuição de benefícios.
Defendo que o Brasil assuma a reparação das consequências da escravidão como parte de um projeto nacional. Os descendentes das populações escravizadas precisam encontrar condições efetivas de superar desvantagens transmitidas entre gerações.
Isso exige discutir medidas concretas: educação básica de qualidade, condições para permanecer estudando, formação técnica e científica, acesso ao crédito e proteção dos territórios das comunidades quilombolas. Também exige enfrentar a discriminação no trabalho e assegurar serviços públicos onde a precariedade é maior.
Compensações materiais e políticas de reparação devem ter critérios públicos, participação das comunidades afetadas e avaliação de resultados. Seu propósito é restaurar direitos e abrir possibilidades. A responsabilidade pública nasce dos efeitos que a sociedade ainda precisa corrigir; não depende de atribuir culpa pessoal a cada brasileiro por sua ascendência.
O mesmo compromisso deve alcançar os povos indígenas, respeitando suas identidades e seus direitos. Construir uma nação pressupõe que essas populações participem das decisões sobre o território e os recursos que afetam sua vida.
Um rumo comum começa com compromissos que possam atravessar governos: aprender a ler e compreender o mundo, produzir com maior conhecimento, reduzir desigualdades e permitir que a população acompanhe os resultados. As divergências políticas continuarão existindo. A democracia permite disputá-las e corrigir escolhas.
Precisamos julgar políticas por seus efeitos. A renda melhorou? A criança aprendeu? A tecnologia foi desenvolvida aqui? A comunidade participou? O investimento ampliou a capacidade produtiva? Perguntas como essas ajudam a substituir a fidelidade automática a um grupo pela responsabilidade com o país.
Quando digo que temos uma população, mas ainda não conseguimos formar plenamente um povo, estou falando dessa participação e desse reconhecimento mútuo. Quando digo que temos um país, mas ainda não construímos completamente uma nação, estou falando da dificuldade de compartilhar direitos, responsabilidades e um projeto de futuro.
O povo brasileiro possui história, cultura e capacidade. Precisa ter condições de se reconhecer nessa diversidade e de exercer o poder de decidir sobre o que lhe pertence.
Precisamos de um povo que participe e de uma nação que inclua. O primeiro passo é conhecer o Brasil. O seguinte é assumir, juntos, a responsabilidade de transformá-lo.
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REFERÊNCIAS
[1] MELLO, Pedro Carvalho de. A economia da escravidão nas fazendas de café 1850–1888. Vol. I. Rio de Janeiro: IPEA/INPES, 1984. Tabela 1, p. 60. Dados do Recenseamento de 1872. https://repositorio.ipea.gov.br/bitstreams/7b931311-fc42-45a6-8339-77a4c067db38/download
[2] BRASIL. Lei nº 3.353, de 13 de maio de 1888. Lei Áurea. Texto integral, Câmara dos Deputados. https://www2.camara.leg.br/legin/fed/leimp/1824-1899/lei-3353-13-maio-1888-533138-publicacaooriginal-16269-pl.html
[3] MELO, Hildete Pereira de; MARQUES, Teresa Cristina de Novaes. Imigrantes portugueses no Brasil a partir dos recenseamentos populacionais do século XX: um estudo exploratório de gênero. Gênero, v. 9, n. 1, p. 69–88, 2008. Tabela 5, p. 79.
[4] IBGE. Censo Demográfico 2022. Identificação étnico-racial da população por sexo e idade. Resultados do universo. Rio de Janeiro, 2023. Gráfico 5, p. 45. Cópia disponibilizada pela Seplan da Bahia. https://www.ba.gov.br/seplan/sites/site-seplan/files/2025-07/Censo%20Demogr%C3%A1fico%202022%20%E2%80%93%20Identifica%C3%A7%C3%A3o%20%C3%89tnico-Racial.pdf
[5] MESQUIDA, Peri. Catequizadores de índios, educadores de colonos, Soldados de Cristo: formação de professores e ação pedagógica dos jesuítas no Brasil, de 1549 a 1759, à luz do Ratio Studiorum. Educar em Revista, n. 48, p. 235–249, 2013. https://revistas.ufpr.br/educar/article/view/16792
[6] FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Os jesuítas no Brasil. Rede da Memória Virtual Brasileira, BNDigital. https://bndigital.bn.gov.br/dossies/rede-da-memoria-virtual-brasileira/religiao/os-jesuitas-no-brasil/
[7] IBGE. 8,6 milhões de pessoas saíram da pobreza entre 2023 e 2024. Agência de Notícias, 3 dez. 2025. Divulgação da Síntese de Indicadores Sociais 2025. https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/45344-8-6-milhoes-de-pessoas-sairam-da-pobreza-entre-2023-e-2024
[8] BANCO MUNDIAL. World Development Indicators. Research and development expenditure (% of GDP), indicador GB.XPD.RSDV.GD.ZS. Brasil e China, 2019–2023. Fonte original: UNESCO Institute for Statistics. https://databank.worldbank.org/id/2bf99a00?Report_Name=Research-
[9] ESTADOS UNIDOS. House of Representatives. Strategic and Critical Minerals Policy: Domestic Minerals Supplies and Demands in a Time of Foreign Supply Disruptions. Audiência de 24 maio 2011. Declaração de Rush D. Holt, p. 6. https://www.govinfo.gov/content/pkg/CHRG-112hhrg66649/pdf/CHRG-112hhrg66649.pdf
[10] BRASIL. Decreto nº 30.230, de 1º de dezembro de 1951. Regulamento para pesquisa e lavra de minerais de interesse para a produção de energia atômica. Art. 2º do regulamento. Citado como documento histórico. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/antigos/d30230impressao.htm
NOTAS SOBRE OS GRÁFICOS
Os cinco gráficos foram elaborados para este capítulo. O primeiro representa pessoas escravizadas em cinco províncias em 1872; o segundo, estrangeiros residentes em 1920; o terceiro, categorias de cor ou raça do Censo de 2022. São populações e conceitos diferentes, sem acompanhamento dos mesmos indivíduos ou de suas famílias ao longo do tempo.
No gráfico 2, a tabela de origem informa percentuais por sexo com uma casa decimal. O Sudeste foi agregado como Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal da época; o Sul, como Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Ponderaram-se os percentuais pelos totais de 922.958 homens e 643.003 mulheres estrangeiros. O resultado aproximado é 78,3% no Sudeste, 15,7% no Sul e 6,0% nas demais regiões. Não inclui descendentes nascidos brasileiros.
No gráfico 3, as categorias amarela e indígena foram omitidas apenas para legibilidade da comparação principal. Elas não foram redistribuídas entre as categorias exibidas. As proporções de pretos e pardos apresentadas no texto são somas dos percentuais publicados, sujeitos a arredondamento.
No gráfico 4, a pobreza é medida pela renda domiciliar por pessoa, segundo a linha internacional usada pela publicação de 2025. Os percentuais têm como denominador cada grupo de cor ou raça, e não o total de pessoas pobres do país.
No gráfico 5, foram utilizados todos os cinco anos da série comparativa selecionada, sem interpolação. Os valores estão arredondados a duas casas decimais. P&D é um indicador de esforço de pesquisa; não equivale a um índice geral de desenvolvimento tecnológico ou de qualidade das instituições.