Tudo indica que estamos entrando na Era da Eletricidade.
Durante séculos, a humanidade utilizou principalmente a lenha, depois o carvão mineral e, no século XX, o petróleo. Essas fontes continuam importantes, mas a energia que chega às casas, às indústrias, aos computadores, aos veículos e, principalmente, à Inteligência Artificial, é cada vez mais a energia elétrica.
A eletricidade tornou-se a forma mais eficiente de utilizar qualquer fonte primária de energia. Não importa se ela é produzida por hidrelétricas, usinas nucleares, carvão, gás natural, energia solar ou eólica. No final, tudo converge para a rede elétrica.
Os países que pretendem liderar a economia mundial já perceberam isso.
A China realiza atualmente o maior programa de investimentos do mundo em geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. Ao mesmo tempo, tornou-se líder mundial na fabricação de carros elétricos, baterias, painéis solares e equipamentos para redes de transmissão.
Mesmo países que decidiram ampliar a geração nuclear, como a Suécia, não estão abandonando a eletricidade. Pelo contrário. Apenas escolheram outra forma de produzi-la.
Outro indicador importante é o crescimento dos data centers. A Inteligência Artificial está elevando rapidamente o consumo de energia elétrica em todo o mundo. Em vários países desenvolvidos, como Estados Unidos e diversas nações europeias, os grandes centros de processamento de dados já representam parcela significativa do aumento da demanda por eletricidade, tendência que deverá acelerar nos próximos anos.
Essa explosão de consumo criou um novo gargalo: os transformadores de potência.
Os Estados Unidos enfrentam uma escassez desses equipamentos. Como a capacidade de fabricação não acompanha o crescimento da demanda, muitos projetos aguardam anos pela entrega dos transformadores. Em diversos casos, o prazo já supera três anos.
Esse cenário abriu oportunidades para fabricantes brasileiros, que vêm ampliando suas exportações para o mercado norte-americano.
Quem dominar a produção de energia elétrica abundante, confiável e barata terá uma enorme vantagem competitiva na economia do século XXI.
No século XIX, a riqueza estava no carvão.
No século XX, ela esteve no petróleo.
Tudo indica que, no século XXI, a grande disputa será pela capacidade de gerar, transportar, armazenar e utilizar eletricidade em larga escala.
A eletricidade poderá ocupar, neste século, o mesmo papel estratégico que o petróleo desempenhou no século passado.
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