Escrito por Cláudio da Costa Oliveira maio 2026
Abertura
Nos anos 70, durante a inauguração de uma escola numa pequena cidade do Espírito Santo, um americano que vivia na região recebeu a palavra.
Ele elogiou o Brasil, disse que gostava mais daqui do que dos Estados Unidos, mas fez uma observação que nunca mais saiu da minha memória:
“Lá existem muitos partidos e religiões, como aqui. Mas quando surge algo que beneficia a comunidade, as pessoas se unem. No Brasil, vocês se dividem até quando todos ganham.”
Décadas se passaram… e a pergunta continua atual:
Será que a divisão está atrasando o Brasil?
Desenvolvimento
O Brasil das divisões
O Brasil é um país extraordinário:
- rico em recursos;
- criativo;
- trabalhador;
- cheio de talentos.
Mas existe uma dificuldade histórica:
- transformar interesse coletivo em união prática.
Aqui muitas vezes:
- a política divide famílias;
- a religião divide comunidades;
- o ego divide lideranças;
- a vaidade destrói projetos.
E o resultado aparece:
- obras paradas;
- oportunidades perdidas;
- cidades estagnadas;
- desenvolvimento lento.
Quando todos poderiam ganhar
O mais curioso é que muitas divisões acontecem justamente quando o benefício seria coletivo.
Uma nova escola.
Uma estrada.
Um hospital.
Uma empresa chegando.
Um projeto turístico.
Uma melhoria para a cidade.
Em vez de união, surgem:
- disputas;
- boicotes;
- interesses pessoais;
- brigas políticas.
Como se o importante não fosse o resultado…
mas quem vai levar o crédito.
A cultura do “contra”
Muita gente prefere impedir algo positivo:
- só porque veio do adversário;
- só porque não participou;
- só porque não controla.
Isso acontece:
- na política;
- nas igrejas;
- em associações;
- em condomínios;
- até dentro das famílias.
E assim o Brasil vai desperdiçando energia.
O que os países desenvolvidos entenderam
Nenhum país cresce apenas com riqueza natural.
O desenvolvimento exige:
- cooperação;
- confiança mínima;
- capacidade de união em objetivos comuns.
As pessoas podem discordar de muita coisa…
mas precisam conseguir caminhar juntas em temas essenciais.
Sem isso:
- o progresso trava;
- investidores desistem;
- projetos morrem;
- a sociedade perde tempo brigando consigo mesma.
O Espírito Santo como exemplo
Em muitas cidades capixabas existem exemplos dos dois lados:
- lugares que prosperaram porque lideranças se uniram;
- e lugares que perderam oportunidades por disputas locais.
Às vezes pequenas rivalidades atrasam décadas de desenvolvimento.
Reflexão central
Talvez o maior problema do Brasil não seja falta de talento…
mas dificuldade de união.
Encerramento
Aquele americano enxergou algo simples:
Um povo cresce mais rápido quando consegue colocar o interesse coletivo acima das divisões.
O Brasil continuará avançando lentamente enquanto muitos preferirem vencer o adversário… mesmo que a comunidade inteira perca.
Porque nenhuma cidade prospera dividida.
Nenhum estado prospera dividido.
E nenhum país se torna grande brigando contra si mesmo.
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