FALA SÉRIO 150, O COMUNISMO MORREU. O MUNDO VIROU HÍBRIDO. 

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Escrito por Cláudio da Costa Oliveira maio 2026

Durante décadas o mundo foi dividido entre “capitalismo” e “comunismo”.
Era a Guerra Fria. De um lado os EUA. Do outro a União Soviética.
Muitos acreditavam que o futuro da humanidade seria decidido entre estes dois modelos.

Mas o tempo passou.

A União Soviética acabou.
O Muro de Berlim caiu.
O comunismo tradicional idealizado por Karl Marx, Friedrich Engels e Vladimir Lenin praticamente desapareceu.

Hoje, curiosamente, muitos ainda discutem o mundo usando ideias do século passado, enquanto as grandes potências já mudaram completamente de modelo.

A própria Russia deixou de ser comunista há décadas.
Existe propriedade privada.
Bilionários.
Mercado financeiro.
Empresas privadas gigantes.
Disputa por lucros.
Oligarcas.
Nacionalismo forte.

Já a China talvez seja o maior exemplo da transformação mundial.

Depois de Deng Xiaoping, os chineses abandonaram a rigidez ideológica e adotaram um modelo pragmático.

Deng resumiu tudo numa frase histórica:

“Não importa a cor do gato, desde que ele cace ratos.”

Ou seja:
o importante não era mais a teoria.
O importante era o resultado.

A China manteve:

  • planejamento estatal;
  • controle estratégico;
  • empresas estatais fortes;
  • controle sobre energia, bancos e infraestrutura.

Mas ao mesmo tempo liberou:

  • mercado;
  • competição;
  • iniciativa privada;
  • atração de capital;
  • exportações;
  • tecnologia.

Resultado?

A China saiu da pobreza e virou potência mundial.

E não foi só ela.

Os países que mais cresceram nas últimas décadas — China, India, Indonesia e Turquia— seguiram modelos híbridos.

Nenhum deles adotou o liberalismo absoluto.

Nenhum entregou totalmente:

  • energia;
  • bancos;
  • infraestrutura;
  • mineração;
  • tecnologia;
  • defesa nacional.

Todos mantiveram forte presença do Estado.

Enquanto isto, parte do Brasil continua presa numa discussão antiga:
“capitalismo versus comunismo”.

O mundo real já saiu desta discussão faz tempo.

Hoje o debate verdadeiro é outro:

Quem controla:

  • energia;
  • tecnologia;
  • recursos minerais;
  • crédito;
  • indústria;
  • inteligência artificial;
  • cadeias logísticas;
  • alimentos.

Os países mais fortes entenderam uma coisa simples:

Mercado sozinho não constrói potência nacional.

Mas estatização total também não funciona.

O sucesso parece estar exatamente no equilíbrio:
mercado + planejamento estratégico.

Um modelo híbrido.

Talvez seja por isto que até os EUA, símbolo histórico do capitalismo, hoje subsidiam:

  • semicondutores;
  • indústria;
  • defesa;
  • energia;
  • inteligência artificial.

E a Europa faz o mesmo.

No fundo, o mundo inteiro está ficando “híbrido”.

Enquanto isto, no Brasil, muitos ainda brigam defendendo modelos que já morreram no próprio país que os criou.

Fala sério.

Comentários, criticas, sugestões : soberanobrasiles@gmail.com

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