A geração distribuída (GD) solar no Brasil já ultrapassa 43 GW de potência instalada

Esta semana, o ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, trouxe ao debate um tema recorrente nesta coluna: o paradoxo que o setor elétrico enfrenta no Brasil. Um cenário que leva o país a viver uma crise energética “ao contrário” — não por falta, mas por excesso de oferta. Sem armazenamento em larga escala e com atraso no leilão de baterias — considerado estratégico para estabilização da rede — parte dessa energia não encontra escoamento adequado.
Os números ajudam a dimensionar o fenômeno. A geração distribuída (GD) solar já ultrapassa 43 GW de potência instalada. Para efeito de comparação, a Itaipu Binacional possui 14 GW de capacidade. Em termos práticos, a GD já equivale a três Itaipus. O ponto central é que esse volume não estava incorporado às projeções estruturais formuladas anos atrás pelos órgãos de planejamento energético. Trata-se de uma expansão pulverizada — milhões de telhados com painéis solares — que, somados, alteraram de forma relevante a matriz elétrica nacional.
Em entrevista ao programa Direto ao Ponto, da Jovem Pan, Prates afirmou que o momento é inédito no setor elétrico. O sistema, historicamente estruturado para administrar escassez, hoje enfrenta excedentes expressivos em determinados horários, especialmente no pico da geração solar, ao meio-dia.
Há pelo menos três anos, segundo ele, o país convive com oferta sobressalente que não consegue ser plenamente aproveitada. O impacto é direto: sem mecanismos robustos de armazenamento, o Operador Nacional precisa limitar a geração renovável ou acionar térmicas mais caras para garantir estabilidade. A consequência é aumento do custo operacional, que acaba pressionando o sistema e, no limite, o consumidor.
Países que ampliaram suas matrizes renováveis investiram simultaneamente em redes digitalizadas, tarifas dinâmicas e sistemas de armazenamento para modular consumo e produção. No Brasil, a GD foi tratada como fenômeno marginal, quando hoje representa potência capaz de alterar estruturalmente o equilíbrio do setor.
Mesmo com matriz majoritariamente renovável e sobra de energia em determinados horários, o brasileiro não paga menos por eletricidade do que a média internacional — especialmente quando se considera o peso da conta sobre a renda e os custos industriais. A estrutura tarifária, os encargos setoriais e a falta de coordenação entre expansão da geração e modernização da rede impedem que a abundância se traduza em energia efetivamente mais barata.
Complexo do Pecém
O Porto do Pecém encerrou 2025 com desempenho histórico. Foram movimentadas 20.961.514 toneladas ao longo do ano, crescimento de 7% frente a 2024. O destaque ficou para a operação de contêineres, que atingiu 706.509 TEUs — alta de 27% em relação ao recorde anterior, de 555.409 TEUs. O terminal cearense também se consolida como um dos principais hubs brasileiros de exportação de rochas ornamentais. Até outubro, foram movimentadas 77,48 mil toneladas, com projeção de alcançar 90 mil toneladas até dezembro — o maior volume anual já registrado.
Suape
O Complexo de Suape deu um passo relevante para consolidar sua posição como principal polo logístico de combustíveis do Nordeste. A Vibra Energia concluiu a ampliação de sua base em Pernambuco, elevando a capacidade de armazenamento de 142.542 m³ para 247.996 m³, com investimento de R$ 100 milhões. A unidade opera em sistema de pool compartilhado com a Raízen e a Ipiranga, funcionando como ponto estratégico de recepção e redistribuição de diesel, gasolina, etanol e querosene de aviação (QAV). A ampliação reforça a infraestrutura regional e melhora a eficiência do abastecimento no Nordeste.
Aniversário
O escritório recifense Asfora & Advogados Associados celebra 20 anos de atuação no mercado jurídico com uma noite especial no próximo dia 5 de março. O evento será realizado a partir das 19h, no Espaço Dom, no bairro do Pina, no Recife, reunindo convidados, parceiros e clientes para marcar duas décadas de trajetória profissional.
Fiepe
Com o objetivo de apoiar o setor produtivo pernambucano nesse período de transição da Reforma Tributária, a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) elaborou uma cartilha explicativa, com linguagem clara e objetiva, detalhando os principais pontos da nova legislação e seus efeitos práticos para a indústria.
Fonte https://www.folhape.com.br/