
Após quase uma década de promessas, a Tesla finalmente apresentou a versão atualizada do Roadster de segunda geração. O esportivo elétrico promete abandonar a física convencional ao incorporar propulsores espaciais com assinatura da SpaceX e que permitem manobras aéreas para tranformar completamente o que conhecemos sobre automóveis.
Foguete sobre rodas
Durante o evento em Waco, no Texas, a montadora surpreendeu o público ao exibir o carro em uma demonstração radical. O veículo subiu uma rampa invertida, girou no ar e passou por cima da linha atual de modelos da marca, a exemplo do Cybertruck e do Model Y.
O segredo por trás do espetáculo é um sistema projetado em colaboração com a SpaceX. Segundo o vice-presidente de engenharia da empresa, Lars Moravy, o veículo conta com 10 propulsores de gás frio alimentados por 600 litros de ar comprimido, armazenados em vasos de pressão revestidos com fibra de carbono que ocupam todos os espaços vazios do chassi.
Durante a apresentação, Elon Musk elevou as expectativas ao sugerir que a Tesla pode tentar usar o esportivo para saltar o famoso Snake River Canyon.

Com um visual reformulado e linhas mais angulares em branco, o modelo abandona o padrão anterior e busca inspiração nos aviões militares SR-71 e F-35, além do icônico Lotus Esprit dos filmes de James Bond. O site oficial já abriu reservas para três variantes, que compartilham 300 milhas de autonomia (+- 482 km) e velocidade máxima superior a 230 mph (+- 370 km/h):
- Performance: Focada na transição entre rua e pista, possui dois lugares e aerodinâmica ativa por sucção (sinal de US$ 50 mil).
- Thrust: Preparada para corridas, conta com propulsores traseiros que prometem uma aceleração impressionante de 0 a 60 mph (100 km/h) em menos de 1 segundo (sinal de US$ 250 mil).
- Rocket: Modelo de apenas um lugar focado em manobras aéreas, equipado com os 10 propulsores espaciais (venda exclusiva por convite).
Um histórico de atrasos e ceticismo
O novo Roadster foi revelado originalmente de surpresa em 2017, com a promessa de chegar rapidamente ao mercado. No entanto, o projeto sofreu com o que Musk chamou de “inferno de produção” do Model 3 e perdeu prioridade na linha de montagem em favor de produtos de maior volume.
Após sucessivos adiamentos previstos para 2020, 2021, 2023 e até 2026, a nova data oficial foi fixada em 2028. Ao fundir a engenharia automotiva pesada com a tecnologia aeroespacial, a empresa de Elon Musk claramente busca redefinir as fronteiras da mobilidade hiperbólica.
Resta saber se o ambicioso plano de transformar um “carro voador” em realidade comercial conseguirá superar os imensos desafios regulatórios e logísticos até o final da década, ou se a demonstração espetacular no Texas permanecerá apenas como mais uma grandiosa, porém distante, visão do futuro.
Fonte https://www.tudocelular.com/