Greve dos bancos acontece nesta semana e agências bancárias serão fechadas no Brasil.

Clientes poderão encontrar agências bancárias fechadas e atendimento presencial interrompido nesta semana por causa da greve dos bancários. O movimento atingiu diferentes bancos públicos durante setembro e ainda continua em parte do sistema bancário.
Neste momento, a principal paralisação acontece na Caixa Econômica Federal. Entretanto, funcionários do Banco da Amazônia também permanecem mobilizados. Já trabalhadores do Banco do Brasil chegaram a entrar em greve em diferentes regiões, mas a maioria das bases encerrou o movimento depois de novas votações.
A situação terá uma definição importante nesta segunda-feira, 21 de setembro. Os empregados da Caixa vão votar uma nova proposta de Acordo Coletivo de Trabalho. Até a conclusão das assembleias, a greve continua e pode manter agências fechadas ou com atendimento reduzido.
Por isso, quem precisa resolver algum serviço presencial deve acompanhar o funcionamento da unidade antes de sair de casa. Aplicativos, Pix, internet banking, caixas eletrônicos e outros canais digitais continuam disponíveis.
Greve nos bancos fecha agências bancárias nesta semana
A atual mobilização começou depois de meses de negociação entre trabalhadores e instituições financeiras.
Os empregados da Caixa iniciaram uma greve nacional por tempo indeterminado em 10 de setembro. Naquele momento, bancários do Banco do Brasil também cruzaram os braços em diversas bases sindicais que haviam rejeitado o acordo proposto pela instituição.
Nos dias seguintes, o cenário mudou.
O Banco do Brasil conseguiu aprovar seu novo Acordo Coletivo em grande parte das bases. Com isso, trabalhadores começaram a voltar às atividades. Algumas regiões permaneceram paradas por mais alguns dias, mas também encerraram posteriormente o movimento.
Enquanto isso, os funcionários da Caixa mantiveram a greve.
Além disso, trabalhadores do Banco da Amazônia continuam participando de uma paralisação que atingiu unidades em estados como Pará, Amazonas, Acre e Maranhão. Negociações entre representantes dos empregados e a instituição continuaram nos últimos dias.
Portanto, apesar de o movimento ter perdido força em alguns bancos, a greve bancária ainda não terminou.
Caixa continua em greve e pode manter agências fechadas
A Caixa concentra atualmente a maior mobilização entre os grandes bancos brasileiros, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.
Os funcionários estão em greve desde 10 de setembro. Depois de rejeitarem propostas anteriores, os trabalhadores conseguiram reabrir as negociações com o banco.
Na madrugada de quinta-feira (17), a Caixa apresentou uma nova versão do Acordo Coletivo. Entre os principais pontos está uma mudança no Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados.
O banco propôs ampliar de 6,5% para 9% da folha de pagamento o limite de sua participação no custeio do plano a partir de 2027.
Além disso, a proposta mantém o pacto entre diferentes gerações de empregados e não cria cobrança de mensalidade de acordo com a idade.
Para 2026, a proposta prevê que não haverá reajuste nas mensalidades e que a Caixa assumirá o déficit do plano.
Bancários votam fim da greve
A segunda-feira (21) será decisiva para o funcionamento das agências durante o restante da semana.
Os funcionários da Caixa participarão de assembleias em diferentes regiões do país para analisar a nova proposta apresentada pelo banco.
Caso a maioria das bases aprove o acordo e decida encerrar o movimento, a paralisação poderá chegar ao fim.
Por outro lado, uma nova rejeição poderá prolongar a greve e manter unidades sem atendimento presencial nos próximos dias.
Até que as assembleias aconteçam, portanto, a greve continua.
Isso significa que clientes ainda poderão encontrar agências fechadas nesta segunda
Outro banco também continua em greve
A Caixa não é a única instituição que atravessa uma paralisação.
Os empregados do Banco da Amazônia também entraram em greve e continuam mobilizados em diferentes cidades.
Nos últimos dias, houve paralisações no Pará, Amazonas, Acre e Maranhão. Sindicatos realizaram atos em frente a unidades enquanto representantes dos trabalhadores negociavam com a direção do banco.
Na rodada mais recente divulgada pelas entidades sindicais, o Banco da Amazônia alterou a proposta sobre os dias de paralisação.
Inicialmente, a instituição propôs abonar 20% dos dias e exigir a compensação do restante. Depois, mudou os termos e passou a oferecer o abono de 50% dos dias parados, com compensação dos outros 50%.
As entidades sindicais consideraram que ainda havia pontos a negociar. Por isso, a greve continuou.
No Maranhão, por exemplo, bancários da Caixa e do Banco da Amazônia realizaram nova mobilização na sexta-feira (18). O sindicato informou que o movimento permaneceria até esta segunda-feira.
Banco do Brasil também entrou em greve
O Banco do Brasil também fez parte da atual onda de paralisações.
Funcionários de diferentes bases rejeitaram inicialmente a proposta apresentada pela instituição e entraram em greve em setembro.
Entretanto, o movimento perdeu força depois que a maior parte das bases sindicais aprovou o Acordo Coletivo.
No primeiro grande balanço após as votações, 116 bases já haviam aprovado a proposta do banco. Outras permaneceram paradas e realizaram novas assembleias posteriormente.
Entre os pontos negociados estavam Participação nos Lucros e Resultados, Cassi, reconhecimento financeiro de R$ 3 mil e ampliação da licença-paternidade.
Assim, o Banco do Brasil não participa atualmente de uma greve nacional ampla como ocorre com a Caixa.
Ainda assim, a instituição esteve entre os bancos que tiveram agências fechadas durante a atual campanha salarial.
Greve do Banco do Brasil
O movimento também atingiu fortemente o Espírito Santo.
No primeiro dia de paralisação, em 10 de setembro, Caixa e Banco do Brasil fecharam juntas 92 agências no estado. Foram 54 unidades da Caixa e 38 do Banco do Brasil, segundo o Sindicato dos Bancários do Espírito Santo.
No BB, porém, a situação mudou.
Os trabalhadores capixabas realizaram uma nova votação no domingo, 13 de setembro. Ao todo, 76% aprovaram a proposta do banco e decidiram encerrar a greve.
Com isso, os funcionários retornaram normalmente ao trabalho na segunda-feira, 14 de setembro.
Já os funcionários da Caixa permaneceram em greve.
A paralisação cresceu nos dias seguintes e chegou a atingir 74 unidades entre agências e setores administrativos no Espírito Santo.
Agora, os empregados capixabas também votam a nova proposta nesta segunda-feira (21). A assembleia virtual acontece das 10h às 17h. O sindicato informou que orienta a aprovação do acordo.
Outros bancos chegaram a discutir greve
A campanha salarial também provocou mobilizações em outras instituições.
Bancários de diferentes bancos públicos chegaram a aprovar indicativos de greve durante as primeiras assembleias.
No entanto, novas propostas mudaram parte desse cenário antes ou durante o início das paralisações.
Os grandes bancos privados, como Itaú, Bradesco e Santander, ficaram fora da atual greve depois que a Federação Nacional dos Bancos e representantes da categoria fecharam a nova Convenção Coletiva de Trabalho.
O acordo prevê reposição do INPC e aumento real de 0,6%, além de reajustes em
benefícios como vale-refeição, vale-alimentação e Participação nos Lucros e Resultados.
Por que os funcionários da Caixa entraram em greve?
O Saúde Caixa se tornou um dos principais pontos da negociação.
Os trabalhadores cobravam mudanças na forma de financiamento do plano e maior participação financeira do banco.
Além disso, a campanha envolve temas como remuneração, carreira, condições de trabalho, programas de desempenho e regras específicas do Acordo Coletivo.
Depois da continuidade da greve, Caixa e representantes dos empregados voltaram à mesa.
A nova proposta elevou para 9% da folha o teto de participação da instituição no Saúde Caixa a partir de 2027. Também manteve o modelo solidário e trouxe mudanças em outros pontos do acordo.
Agora, caberá aos trabalhadores decidir se os avanços são suficientes para encerrar a paralisação.
Todas as agências bancárias vão fechar?
Mesmo quando um banco entra em greve, isso não significa que todas as suas agências fecham automaticamente.
A adesão pode mudar de uma cidade para outra e até entre unidades da mesma região.
Algumas agências podem fechar completamente. Outras mantêm parte da equipe trabalhando. Além disso, determinadas unidades administrativas também podem aderir ao movimento.
Por isso, o impacto depende da força da greve em cada base sindical.
Pix e aplicativos continuam funcionando durante a greve
A greve afeta principalmente
serviços que dependem do atendimento humano nas agências.
Pix, aplicativos, internet banking e cartões continuam funcionando normalmente, desde que não exista algum problema técnico independente da paralisação.
A Caixa também mantém caixas eletrônicos, Banco24Horas, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui como alternativas para os clientes.
Até mesmo o pagamento do Bolsa Família de setembro continua normalmente durante a greve. Os beneficiários podem movimentar os recursos pelo Caixa Tem e utilizar canais alternativos para saques.
Por outro lado, procedimentos que exigem análise de funcionários ou presença na agência podem enfrentar atrasos.
Quando termina a greve nos bancos?
A principal resposta poderá surgir nesta segunda-feira.
Os funcionários da Caixa vão votar a proposta que pode encerrar a maior paralisação bancária ainda em andamento no país.
Até lá, o movimento continua.
O Banco da Amazônia também permanece com mobilizações enquanto negocia seu acordo específico.
Já o Banco do Brasil encerrou a maior parte das paralisações depois da aprovação do novo acordo pelas bases sindicais.
Assim, clientes ainda podem encontrar agências bancárias fechadas nesta semana.
Fonte https://www.portaltemponovo.com.br/