Governo estreia novo modelo de subsídio em primeira medida para alívio da gasolina 

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Modelo de “cashback” do imposto começa a valer para a gasolina e vai ser estendido para diesel

NESTA EDIÇÃO. Cashback de imposto será a primeira medida para aliviar gasolina em meio à crise global nos combustíveis.
 
IEA e Opep reconhecem que alta do barril vai levar a queda maior do que o esperado na demanda por petróleo. 
 
Aneel suspende homologação do LRCAP devido à judicialização. 
 
CMSE adia decisão sobre flexibilização do modelo de risco que pode reduzir preço da energia.

Governo estreia novo modelo de subsídio em primeira medida para alívio da gasolina 

O governo federal vai adotar um novo modelo de subsídio para lidar com os impactos sobre os preços dos combustíveis da guerra do Oriente Médio e do fechamento do Estreito de Ormuz. Será um “cashback” (devolução) do imposto pago por importadores e refinarias nacionais. 

  • A modalidade começará a valer pela gasolina, combustível que ainda não havia recebido nenhum auxílio desde o início do conflito, em março. 
  • A Medida Provisória sobre o tema (MP 1358) foi editada na quarta (13/5). O anúncio ocorre na iminência de um reajuste da gasolina pela Petrobras. 
  • A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse na terça (12) que o aumento no combustível  vai ocorrer “já já”. Mais detalhes em:

Promessa de autossuficiênciaPetrobras vai reajustar gasolina e vê retorno à importação de diesel em junho

Depois, o cashback será estendido também para o diesel rodoviário

  • No caso do diesel, a medida começa a valer em junho, após o fim da validade da primeira desoneração, de 32 centavos por litro, estabelecida em 12 de março, na esteira das primeiras medidas para lidar com a guerra. Relembre:

comece seu diaQuem ganha e quem perde com as medidas para conter a alta do diesel

  • O cashback será limitado a 89 centavos por litro de gasolina A e 35 centavos por litro de diesel A.

Em coletiva de imprensa, os ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), e do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, e o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, defenderam que o Brasil vai bem na resposta à crise global, com o combustível mais barato para os consumidores do que outros países.

  • Segundo a Global Petróleo Prices, os aumentos foram mais intensos na Ásia e no Oriente Médio, com a gasolina subindo mais de 50% em países como Malásia e no Paquistão. No diesel, a disparada ultrapassou 70% na Malásia e mais de 85% nos Emirados Árabes Unidos. 
  • Por aqui, a gasolina subiu 5,9% e o diesel avançou 17,7%. (Valor Investe).

Mas ainda há um gargalo importante: nenhum centavo da subvenção iniciada em março foi pago até o momento. 

  • A trava agora está na troca de dados fiscais entre a ANP — que pede desde abril — e a Receita Federal, que ainda não entregou tudo. 

No caso do cashback, no entanto, o governo indica que vai dar garantias em lei a respeito do prazo do pagamento: a MP vai prever que em 30 dias o dinheiro está na conta.

  • conta está sendo paga com a renda do petróleo, parte dela sub judice, aguardando uma decisão da Justiça sobre o imposto de exportaçãoLeia sobre isso aqui:

comece seu diaComo esperado, imposto de exportação vira imbróglio jurídico de novo

Preço do barril. O petróleo fechou em queda nesta quarta (13/5), em sessão marcada por volatilidade em meio a uma série de projeções de demanda e oferta global, além de estoques dos EUA.

  • O Brent para julho encerrou em baixa de 1,98% (US$ 2,14), a US$ 105,63 o barril

Queda na demanda. Agência Internacional de Energia (IEA) passou a prever que a demanda global por petróleo vai recuar 420 mil barris/dia em 2026, ante a estimativa anterior de queda de 80 mil barris/dia. 

  • Opep também reconheceu que a alta nos preços vai levar a um impacto maior no consumo. O grupo reduziu em 200 mil barris/dia sua previsão para o crescimento da demanda global pela commodity em 2026, para 1,2 milhão de barris/dia. 
  • O cartel elevou a projeção para a produção brasileira de combustíveis líquidos em 2026, estimando crescimento de 270 mil barris/dia, para uma média de 4,7 milhões de barris/dia. 

Petrobras líder em lucratividade. A estatal brasileira encerrou o primeiro trimestre de 2026 como a petroleira mais lucrativa do mundo entre as empresas do setor com valor de mercado acima de US$ 50 bilhões, segundo levantamento da Elos Ayta.

  • No período, a companhia registrou lucro líquido de US$ 6,25 bilhões, superando companhias internacionais como a Shell (US$ 5,69 bilhões) e a Exxon Mobil (US$ 4,18 bilhões). 

Expansão nos fertilizantes. A Petrobras estuda projetos para aumentar a capacidade de produção de fertilizantes em suas fafens existentes, afirmou o gerente-executivo de Processamento de Gás Natural da estatal, Wagner Felicio.

  • A fala ocorreu durante coletiva de imprensa com jornalistas sobre a retomada da produção da fafen Bahia, que entra na agenda eleitoral do presidente Lula. Ele visita a fábrica de fertilizantes nitrogenados de Camaçari nesta quinta (14/5). 

Reforma na Bolívia. A reabertura do setor na Bolívia, se bem sucedida, tende a atrair, num primeiro momento, petroleiras independentes, e só depois despertar o interesse das majors, na visão do geólogo Ricardo Savini, CEO da Bossa Energy.

  • O podcast gas week está de volta e traz, no episódio de abertura da temporada 2026, uma análise sobre o novo momento do mercado de gás da América do Sul. Assista na íntegra.

Homologação do LRCAP suspensa. A Aneel suspendeu a homologação do leilão de reserva de capacidade, prevista para o próximo dia 21. 

  • O relator do leilão na Aneel, Fernando Mosna, disse que não vai submeter o processo à pauta da próxima reunião do colegiado, devido à judicialização do leilão  e à incerteza sobre o desfecho. (Estadão

Decisão sobre riscos adiada. O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) adiou a decisão sobre o parâmetro de aversão ao risco adotado na formação dos preços de energia (MegaWhat).

Aumentos nas misturas. O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), defendeu o aumento na mistura do etanol na gasolina, afirmando que os testes já permitem avançar dos atuais 30% para 32%.

Recorde de etanol. A produção brasileira de etanol deve alcançar 41,4 bilhões de litros na safra 2026/27, segundo projeções da Datagro. A consultoria aponta como principais vetores o mix de produção do Centro-Sul do Brasil mais orientado ao etanol; os potenciais impactos da anomalia El Niño na Índia e na Indonésia; e as reduções de área na Europa e na Tailândia.

Biodiesel e SAF. O governo publicou na quarta (13/5) a portaria que estabelece proporção mínima de 1% de óleos e gorduras residuais na produção de biodiesel, combustível sustentável de aviação (SAF) e diesel verde. O cumprimento será voluntário em 2026 e 2027, e obrigatório a partir de 1º de janeiro de 2028.

Biometano quer deslocar importações. A utilização de biometano no transporte pode cortar pela metade as importações de diesel do Brasil em até 10 anos, disse, nesta quarta-feira (13), o presidente da Copersucar, Tomás Manzano, durante a divulgação do projeto BioRota, no Porto de Santos (SP).

  • De iniciativa da Copersucar, o projeto logístico inaugura a primeira rota sustentável com caminhões a biometano para exportação de açúcar, ligando as cidades do interior ao porto.

Fonte https://eixos.com.br/

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