Nova teoria sobre construção das pirâmides reacende debate

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Estudo recente sugere um sistema interno de polias e contrapesos para erguer os blocos das Pirâmides de Gizé

A maneira como a Grandes Pirâmides de Gizé foram construídas continua sendo um dos temas mais debatidos da arqueologia. Um novo estudo, repercutido recentemente, propõe uma alternativa às teorias tradicionais ao sugerir que os egípcios utilizaram um sistema interno de polias e contrapesos para erguer a 

estrutura — uma solução que ajudaria a explicar como blocos de até dezenas de toneladas foram posicionados com precisão.

A hipótese parte da análise da arquitetura interna das pirâmides, especialmente de estruturas como a Grande Galeria. Segundo os pesquisadores, esses espaços poderiam ter funcionado como rampas inclinadas internas, por onde deslizariam mecanismos de elevação baseados em contrapesos. Isso permitiria levantar pedras pesadas com maior eficiência do que os modelos clássicos baseados apenas em rampas externas.

Construção das Pirâmides

A proposta se soma a uma longa lista de tentativas de explicar a construção de cada monumento, o maior deles contendo cerca de 2,3 milhões de blocos de pedra. Ao longo das décadas, arqueólogos e engenheiros já sugeriram desde rampas externas gigantes até sistemas helicoidais internos e combinações entre diferentes técnicas.

Apesar da novidade, a teoria não altera pontos considerados bem estabelecidos pela egiptologia. O consenso científico continua apontando que as pirâmides foram construídas por volta de 2.560 a.C., durante o reinado do faraó Quéops, com base em evidências como 

inscrições, registros de trabalhadores e datações de materiais orgânicos encontrados na estrutura.

Além disso, descobertas arqueológicas indicam que a construção foi realizada por trabalhadores especializados, e não por escravizados, como se acreditou durante muito tempo. Registros deixados pelos próprios operários e túmulos próximos ao complexo reforçam essa interpretação.

Paralelamente, teorias mais especulativas — como a ideia de que as pirâmides seriam muito mais antigas ou construídas por civilizações desconhecidas — voltam a circular com frequência, especialmente fora do meio acadêmico. Algumas dessas hipóteses se baseiam em modelos geológicos controversos ou interpretações não verificadas, e são vistas com cautela por especialistas.

Fonte https://aventurasnahistoria.com.br/

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