
Bangladesh se consolida como referência global ao levar energia limpa, acessível e confiável a milhões de pessoas em regiões rurais historicamente excluídas da rede elétrica tradicional
Bangladesh vem se consolidando, de forma acelerada e consistente, como um dos maiores exemplos globais de eletrificação rural baseada em energia solar fotovoltaica. Até 2025, o país já ultrapassou a marca de 6 milhões de sistemas solares domésticos instalados, conhecidos internacionalmente como Solar Home Systems (SHS). Como consequência direta, milhões de pessoas que antes viviam completamente fora da rede elétrica convencional passaram a contar com energia limpa, acessível e confiável em suas próprias residências.
Além disso, esse avanço não ocorreu de maneira isolada. Ao contrário, trata-se de um projeto estruturado, sustentado por políticas públicas, financiamento acessível e tecnologia de baixo custo. Dessa forma, Bangladesh demonstra que soluções solares descentralizadas podem transformar realidades socioeconômicas em regiões remotas e de baixa renda, rompendo um dos principais gargalos históricos do desenvolvimento: o acesso à eletricidade.
Panorama atual da energia solar doméstica em Bangladesh
O programa nacional de sistemas solares domésticos teve início em 2003 e foi liderado pela Infrastructure Development Company Limited, conhecida como IDCOL. Desde então, os números alcançados colocam Bangladesh em posição de destaque no cenário internacional de energia renovável descentralizada.
Atualmente, os dados consolidados indicam:
- Mais de 6 milhões de sistemas solares domésticos instalados em áreas rurais
- Cerca de 20 milhões de pessoas com acesso direto à eletricidade
- Redução anual estimada de 2,5 milhões de toneladas de CO₂
- Capacidade instalada superior a 220 megawatts (MW)
Como resultado, o país se posiciona como um dos maiores casos de sucesso do mundo em eletrificação rural baseada em energia solar. Esse modelo se destaca não apenas pelo volume de instalações, mas também pela escala social, pelo impacto ambiental positivo e pela sustentabilidade financeira do programa ao longo de mais de duas décadas.
Nos últimos anos, o governo de Bangladesh passou a avançar além dos sistemas solares básicos. Gradualmente, o foco se deslocou para sistemas híbridos, que combinam painéis solares com baterias de lítio e inversores mais inteligentes. Essa evolução tecnológica ampliou significativamente a autonomia energética das residências atendidas.
As novas instalações passaram a contar com:
- Painéis solares entre 50 e 100 watts, substituindo os modelos anteriores de 20 a 50 W
- Baterias com autonomia entre 12 e 24 horas, garantindo fornecimento contínuo
- Inversores inteligentes, capazes de gerenciar carga e otimizar o consumo
Nesse contexto, a energia solar deixou de atender apenas iluminação básica e passou a sustentar refrigeração, comunicação, pequenos eletrodomésticos e atividades produtivas, ampliando o impacto socioeconômico nas comunidades rurais.
Programa “Solar para Todos 2030” e integração com micro redes comunitárias
Em janeiro de 2026, o governo lançou oficialmente o programa “Solar para Todos 2030”, com metas ainda mais ambiciosas. Entre os principais objetivos estão:
- Alcançar 10 milhões de residências atendidas por energia solar até 2030
- Subsídios de até 40% para famílias de baixa renda
- Linhas de financiamento facilitado, com juros entre 4% e 6% ao ano
Paralelamente, comunidades rurais passaram a formar cooperativas de energia solar, permitindo o compartilhamento de excedentes e a criação de micro redes comunitárias. Essas redes já abastecem pequenos comércios, oficinas e atividades artesanais, estimulando economias locais e reduzindo a dependência de combustíveis fósseis.
A informação foi divulgada por veículos especializados em energia e sustentabilidade, conforme relatórios técnicos e artigos internacionais sobre eletrificação rural e energia solar descentralizada em Bangladesh, que acompanham de perto a evolução do programa ao longo dos últimos anos.
Em síntese, o avanço dos sistemas solares domésticos em Bangladesh comprova que a energia solar é uma solução viável, escalável e profundamente transformadora. O caso do país asiático evidencia que a tecnologia fotovoltaica não é privilégio de nações ricas, mas uma ferramenta poderosa de desenvolvimento socioeconômico, quando aliada a planejamento de longo prazo, políticas públicas consistentes e compromisso real com inclusão energética.
Fonte: Pratyc
Se um dos países mais pobres do mundo conseguiu eletrificar áreas rurais em larga escala com energia solar, Bangladesh, o que falta para o Brasil avançar com políticas semelhantes e levar energia limpa e descentralizada a milhões de famílias na Amazônia, no semiárido e no interior do país?
Fonte https://clickpetroleoegas.com.br/