Rússia coloca na água a fragata Admiral Amelko, navio de guerra oceânico de 135 m e até 5.000 toneladas, lançado em São Petersburgo e tratado como vitrine da indústria naval

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Lançamento da fragata Admiral Amelko chama atenção por combinar porte oceânico, números de dimensão e sinalizações industriais ligadas ao Projeto 22350, classe descrita como multipropósito e associada à modernização naval russa, com impacto direto na leitura sobre ritmo de produção e integração de sistemas.

A Rússia colocou na água a fragata Admiral Amelko, um navio de guerra do Projeto 22350 lançado no estaleiro Severnaya Verf, em São Petersburgo, em uma cerimônia apresentada por autoridades russas como demonstração de capacidade industrial e continuidade da modernização naval.

A embarcação integra uma classe descrita por agências estatais russas e por comunicados públicos como uma plataforma multipropósito voltada tanto para missões em zonas marítimas próximas quanto para operações de maior alcance, com foco em combate a alvos de superfície, ameaças aéreas e submarinos, além de ações contra alvos terrestres quando equipada para ataques de precisão.

Os dados divulgados por veículos de imprensa estatais e internacionais sobre o Projeto 22350 dão dimensão ao porte do navio e ao interesse global que acompanha lançamentos desse tipo, porque a classe é tratada como uma das principais apostas de escoltas oceânicos russos na era pós-soviética.

Projeto 22350 e o porte oceânico da Admiral Amelko

Segundo a agência chinesa Xinhua, as fragatas do Projeto 22350 têm deslocamento em torno de 5.000 toneladas, comprimento de 135 metros e boca de 16 metros, números usados como referência para caracterizar o perfil oceânico do projeto e explicar por que o lançamento do Admiral Amelko é apresentado como um marco para a construção naval russa.

Na mesma cobertura, o comandante-em-chefe da Marinha da Rússia, almirante Alexander Moiseyev, afirmou que a fragata é capaz de executar tarefas típicas de um navio multipropósito tanto em áreas marítimas próximas quanto em zonas distantes, declaração alinhada ao discurso institucional de que o projeto foi concebido para flexibilidade operacional.

A narrativa oficial do evento também incluiu uma leitura industrial, ao associar o lançamento do navio à capacidade do país de produzir equipamentos marítimos modernos e de alta tecnologia, em referência direta ao peso estratégico do setor naval dentro da política de defesa russa.

Severnaya Verf, São Petersburgo e o “float out” do navio

A agência russa TASS descreveu o ato como o “float out” da fragata Admiral Amelko, termo usado quando o casco é colocado na água e passa a seguir para etapas posteriores de aparelhamento e testes, fase em que sistemas internos, sensores e armamentos são integrados e verificados antes do comissionamento.

Ainda de acordo com a TASS, a Severnaya Verf, que faz parte da United Shipbuilding Corporation, foi apresentada como o local do lançamento e como uma peça central na construção de navios do Projeto 22350, reforçando a mensagem de continuidade industrial e produção seriada de uma classe considerada prioritária.

Armamentos citados e capacidades atribuídas ao Projeto 22350

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Ao tratar das capacidades gerais do Projeto 22350, a TASS afirmou que as fragatas desse tipo deslocam 4.500 toneladas e podem atingir 29 nós, além de mencionar, como armamentos característicos da classe, mísseis Oniks e Kalibr e o sistema de defesa aérea Poliment-Redut.

A mesma reportagem descreveu o Projeto 22350 como um programa destinado a produzir navios multipropósito capazes de enfrentar alvos de superfície, aeronaves e submarinos, além de realizar ataques contra instalações terrestres e costeiras a longa distância, em uma referência que, no texto, aparece associada ao conceito de emprego estratégico do projeto.

Por que lançamentos desse tipo viram notícia fora do setor militar

O que sustenta a curiosidade do público fora do universo especializado em defesa é que lançamentos de fragatas não envolvem apenas o “nascimento” de um casco, mas sinalizam ritmo de produção, disponibilidade de mão de obra qualificada e capacidade de integrar eletrônica, propulsão e armamentos em um único sistema, tudo isso em uma indústria altamente regulada e dependente de cadeias complexas de fornecedores.

Em termos de comunicação pública, a combinação de números objetivos, como 135 metros de comprimento e cerca de 5.000 toneladas, com a ideia de “navio oceânico” tende a criar um gancho imediato para leitores de qualquer país, porque permite dimensionar o tamanho e o papel do equipamento sem exigir familiaridade prévia com nomenclaturas militares.

Fragata Admiral Amelko é lançada na Rússia com 135 m e até 5.000 t, reforçando o Projeto 22350 e a indústria naval russa.
Fragata Admiral Amelko é lançada na Rússia com 135 m e até 5.000 t, reforçando o Projeto 22350 e a indústria naval russa.

O evento ocorreu em 14 de agosto, segundo Xinhua e TASS, e foi apresentado como o lançamento do quinto navio de uma série associada ao Projeto 22350, uma informação que aparece nos relatos para enquadrar o Admiral Amelko dentro de um processo de produção continuada e não como uma unidade isolada.

Série de fragatas 22350 e a narrativa de modernização naval russa

Na cobertura da Xinhua, a informação de que a Rússia tem três fragatas do Projeto 22350 em serviço na Frota do Norte foi usada para contextualizar a classe como uma força já operativa, enquanto o Admiral Amelko foi descrito como parte do conjunto que deve reforçar o poder naval do país e, posteriormente, integrar a Frota do Pacífico.

O interesse internacional por essa classe também se apoia na reputação atribuída ao Projeto 22350 como uma plataforma de escolta moderna no inventário russo, associada a sensores e sistemas de armas projetados para operar em conjunto com outras unidades navais, proteger formações e sustentar presença em rotas oceânicas, dentro do conceito de “navio multipropósito” citado por autoridades.

Quando agências e analistas apontam que uma fragata “faz tudo”, a discussão costuma recair sobre a arquitetura que permite esse emprego, porque a proposta de um navio capaz de enfrentar ameaças aéreas e submarinas, além de atacar alvos terrestres, exige integração sofisticada entre radar, controle de tiro, comunicações, guerra eletrônica e armamentos, com um nível de complexidade que diferencia navios oceânicos de embarcações menores.

Integração de sistemas, testes e o que o “float out” representa

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A dinâmica do “float out” também chama atenção por marcar uma transição entre a construção estrutural e a fase de instalação de sistemas, que é onde boa parte dos prazos e dos custos de um navio de guerra se concentram, já que a embarcação passa a receber cabos, consoles, sensores, lançadores e itens de segurança que transformam um casco em um sistema de combate.

Mesmo quando o discurso público destaca o lançamento como símbolo de poder naval, o registro jornalístico do evento costuma enfatizar o que é verificável: onde ocorreu, qual classe está envolvida, quais dimensões e deslocamento foram divulgados por fontes oficiais e como autoridades descreveram o papel do navio, sem extrapolar desempenho em combate ou cenários de emprego além do que foi declarado.

No caso do Admiral Amelko, a construção do interesse passa por esse conjunto de elementos: um navio de 135 metros colocado na água em São Petersburgo, vinculado a uma classe apresentada como a mais avançada de seu tipo na marinha russa, e citado como parte de uma série destinada a sustentar operações em zonas marítimas próximas e distantes, com capacidade multipropósito.

Com o Admiral Amelko na água e a classe Projeto 22350 novamente no centro do noticiário, quais tecnologias de bordo e quais sinais industriais devem ser observados nas próximas etapas para indicar o ritmo real de entrega desses navios?

Fonte https://clickpetroleoegas.com.br/

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