Dirigir em baixa rotação pode destruir o motor do seu carro; veja qual hábito abandonar para evitar problemas, alto consumo e manutenção precoce
Um hábito comum entre motoristas que tentam economizar combustível pode, na prática, causar danos sérios ao motor e gerar custos altos de manutenção.
Especialistas alertam que dirigir em rotações muito baixas, principalmente em veículos com câmbio manual, está entre os erros mais prejudiciais que podem destruir o motor do seu carro.
A prática ganhou força com a alta no preço dos combustíveis, com os preços variando mais de R$ 0,50 centavos nos postos, mas o efeito pode ser exatamente o oposto do esperado. Com desgaste acelerado de peças internas, aumento do consumo e até necessidade de retífica antes do tempo.
Dirigir em baixa rotação pode destruir o motor do seu carro
O hábito que você deve abandonar para não destruir o motor do seu carro ocorre quando o motorista acelera com o veículo engrenado em uma marcha alta, sem reduzir, mesmo com o giro do motor muito baixo.
Nessas situações, o motor “engasga” porque não recebe torque suficiente para responder à aceleração. Em vez de trabalhar de maneira eficiente, ele passa a operar no limite, sob esforço excessivo.
Esse comportamento é mais frequente em carros com transmissão manual, especialmente no trânsito urbano, onde paradas e retomadas são constantes.

Oque acontece dentro do motor nessas condições
Quando o motorista pisa fundo no acelerador com o motor abaixo de cerca de 2 mil rpm (rotações por minuto), o sistema entra em uma condição crítica. O esforço exagerado pode provocar pré-ignição, aumento anormal da pressão nos cilindros e elevação da temperatura interna.
Componentes como pistões, cilindros e molas sofrem desgaste prematuro. Além disso, o óleo do motor perde parte de suas propriedades, favorecendo a formação de depósitos de carbono.
Com o tempo, gases da combustão podem passar da câmara para o cárter, aumentando a pressão interna e contaminando o óleo lubrificante.
Umidade, óleo contaminado e desgaste acelerado
O problema se agrava em partidas a frio. A presença de umidade, combinada com gases e resíduos, pode gerar substâncias ácidas dentro do motor. Esses compostos atacam as paredes dos cilindros e partes do sistema de distribuição.
As consequências mais comuns são queda de compressão, aumento do consumo de combustível e necessidade de revisão mecânica antes do esperado, um prejuízo que facilmente ultrapassa milhares de reais.
Como evitar danos para não destruir o motor do seu carro

A prevenção é simples e passa por atenção ao funcionamento do veículo. Se houver necessidade de acelerar e o giro estiver baixo, a recomendação é reduzir a marcha para o motor trabalhar na faixa ideal de rotação.
Marchas mais altas devem ser usadas apenas quando o carro já estiver em velocidade constante, como em estradas ou vias expressas. No trânsito urbano, reduções de marcha fazem parte do uso correto do câmbio.
Ouvir o som do motor e observar o conta-giros ajuda a evitar esforços desnecessários e prolonga a vida útil do conjunto mecânico.
Fonte https://ndmais.com.br/