O que fazer agora para reduzir o risco de Alzheimer e outras demências

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Envelhecer não significa, necessariamente, perder a memória ou a capacidade de raciocínio. O cérebro, assim como os músculos, pode ser fortalecido com estímulos diários.

Pesquisadores da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) lembram que o grande inimigo da mente ativa é a acomodação: aprender apenas o que já se domina não basta. Por isso, é fundamental buscar novos desafios intelectuais —como aprender um idioma, tocar um instrumento ou se dedicar a uma atividade artística.

Além disso, manter uma vida social ativa tem efeitos diretos na saúde cognitiva. Estudos da Universidade Northwestern (EUA) mostraram que relações positivas ajudam a preservar a memória com o passar dos anos. A solidão, por outro lado, aumenta os riscos de depressão, doenças cardíacas e até demência. Ter amigos próximos, bons laços familiares ou participar de grupos comunitários funciona como uma rede de proteção para o cérebro.

Outro hábito indispensável é o sono de qualidade. Pesquisas revelaram que noites mal dormidas favorecem o acúmulo de proteínas beta-amiloide, associadas ao Alzheimer. Dormir bem não é apenas descansar: é uma forma de o cérebro se reorganizar e limpar resíduos que, ao longo do tempo, podem prejudicar suas funções.

Corpo em equilíbrio para proteger a mente
A saúde cerebral também está ligada ao estado geral do organismo. Condições como hipertensão e colesterol alto estão diretamente relacionadas ao risco de demência, já que comprometem a circulação de sangue e oxigênio para o cérebro. Estudos com animais mostraram que a pressão alta acelera a perda de memória, enquanto níveis elevados de colesterol favorecem o surgimento de proteínas tóxicas ao sistema nervoso.

O consumo excessivo de álcool merece atenção especial: uma pesquisa publicada no The Lancet Public Health revelou que mais da metade dos casos de demência precoce estavam associados ao uso crônico da bebida. O álcool, além de danificar células, amplia a vulnerabilidade a doenças degenerativas.

Praticar atividade física regularmente é outro pilar de proteção. Além de melhorar a saúde do coração e da circulação, os exercícios reduzem a deterioração das fibras nervosas essenciais ao funcionamento do cérebro. Uma corrida ou caminhada pode até atuar como um escudo contra os efeitos negativos do estresse crônico no hipocampo —região fundamental para memória e aprendizado.

Fonte https://www.uol.com.br/

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