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Indicadores Econômicos e Energéticos

Indicadores Econômicos e Energéticos

Dados internacionais sobre energia, produção, consumo, reservas e desenvolvimento socioeconômico.

Aviso: página em construção. Os valores são aproximados e podem variar conforme a fonte e o período analisado.

Carvão mineral

Maiores produtores e consumidores de carvão mineral
Posição País Produção (Mt/ano) Consumo (Mt/ano)
1China4.4034.900
2Índia1.0131.300
3Indonésia836≈ 300
4Estados Unidos476≈ 390
5Austrália468≈ 120
6Rússia465≈ 220
7África do Sul237≈ 190
8Cazaquistão113≈ 65
9Alemanha92≈ 110
10Polônia85≈ 75
Brasil6≈ 25
Países com as maiores reservas de carvão mineral
Posição País Reservas aproximadas (bilhões de toneladas)
1Estados Unidos249
2Rússia162
3Austrália150
4China143
5Índia111
6Alemanha36
7Indonésia35
8Ucrânia34
9Polônia28
10Cazaquistão26

O Brasil possui cerca de 6,6 bilhões de toneladas de reservas comprovadas, ocupando aproximadamente o 15º lugar mundial. A maior parte está no Rio Grande do Sul, com mais de 80% do total, seguido por Santa Catarina e Paraná.

Petróleo

1. Os 10 maiores produtores de petróleo

Posição País Produção (milhões de barris/dia)
1Estados Unidos13,6
2Rússia9,9
3Arábia Saudita9,5
4Canadá4,9
5Iraque4,4
6China4,3
7Irã4,2
8Emirados Árabes Unidos3,8
9Brasil3,7 a 3,8
10Kuwait2,6

O Brasil ocupa atualmente a 9ª posição mundial, tendo ultrapassado países como Noruega, México e Nigéria.

2. Os 10 maiores consumidores de petróleo

Posição País Consumo (milhões de barris/dia)
1Estados Unidos20,5
2China16,5
3Índia5,6
4Japão3,3
5Rússia3,8
6Arábia Saudita3,7
7Brasil3,2
8Coreia do Sul2,8
9Canadá2,5
10Alemanha2,2

O Brasil está entre o 7º e o 8º maior consumidor de petróleo do mundo, dependendo da fonte e do período analisado.

3. Os 10 países com as maiores reservas provadas

Posição País Reservas (bilhões de barris)
1Venezuela303
2Arábia Saudita267
3Irã209
4Canadá170
5Iraque145
6Kuwait102
7Emirados Árabes Unidos98
8Rússia80
9Líbia48
10Estados Unidos38

O Brasil ocupa aproximadamente a 15ª posição mundial, com cerca de 16 a 17,5 bilhões de barris de reservas provadas, que continuam crescendo com o desenvolvimento do pré-sal.

Eletricidade

Maiores produtores e consumidores de eletricidade

Valores aproximados em TWh/ano. As referências são as séries internacionais de Ember, Energy Institute e Our World in Data, que medem geração e demanda em terawatt-hora.

Posição País Produção/geração elétrica Consumo/demanda elétrica
1China≈ 10.000 TWh≈ 9.400 TWh
2Estados Unidos≈ 4.300–4.500 TWh≈ 4.270 TWh
3Índia≈ 2.000 TWh≈ 1.950 TWh
4Rússia≈ 1.150–1.200 TWh≈ 1.160 TWh
5Japão≈ 1.000 TWh≈ 1.010 TWh
6Brasil≈ 700–740 TWh≈ 725 TWh
7Canadá≈ 640–660 TWh≈ 620 TWh
8Coreia do Sul≈ 600 TWh≈ 605 TWh
9Alemanha≈ 500–520 TWh≈ 505 TWh
10França≈ 480–530 TWh≈ 470 TWh

Posição do Brasil

O Brasil está aproximadamente em 6º lugar no mundo, tanto em geração quanto em consumo de eletricidade.

O Brasil já é uma das maiores economias elétricas do mundo, mas possui uma matriz muito mais limpa que China, Índia e Estados Unidos. A geração brasileira mantém forte participação de hidrelétricas, energia eólica, solar e biomassa. A IEA destaca que quase 45% da demanda energética primária brasileira vem de fontes renováveis, participação muito alta para os padrões mundiais.

Evolução nos Estados Unidos: a eletricidade ganhou peso, mas ainda não domina a matriz energética

A melhor forma de medir essa evolução é observar a participação da eletricidade no consumo final de energia dos Estados Unidos. Nesse critério, a eletricidade passou de cerca de 6% em 1960 para aproximadamente 18% em 2024. Portanto, triplicou sua participação relativa na matriz de consumo final. A EIA mede diferentes fontes em Btu para permitir a comparação entre petróleo, gás, carvão e eletricidade.

Ano Eletricidade vendida ao consumidor final Eletricidade em Btu Consumo final total Participação da eletricidade
1960688 bilhões kWh2.348 trilhões Btu39.198 trilhões Btu6,0%
19701.392 bilhões kWh4.751 trilhões Btu56.200 trilhões Btu8,5%
19802.094 bilhões kWh7.146 trilhões Btu60.847 trilhões Btu11,7%
19902.713 bilhões kWh9.255 trilhões Btu63.178 trilhões Btu14,6%
20003.421 bilhões kWh11.674 trilhões Btu72.260 trilhões Btu16,2%
20103.755 bilhões kWh12.812 trilhões Btu70.659 trilhões Btu18,1%
20203.718 bilhões kWh12.685 trilhões Btu69.703 trilhões Btu18,2%
20243.975 bilhões kWh13.564 trilhões Btu75.310 trilhões Btu18,0%

Dados da série histórica SEDS 1960–2024 da EIA. A eletricidade corresponde às vendas para consumidores finais, e o consumo final total soma os setores residencial, comercial, industrial e de transporte.

Interpretação

1960–1980: forte eletrificação

A participação subiu de 6% para 11,7%, acompanhando a urbanização, a difusão de eletrodomésticos e aparelhos de ar-condicionado, o crescimento industrial e a expansão do consumo residencial.

1980–2000: avanço mais lento, porém contínuo

A eletricidade passou de 11,7% para 16,2%. O petróleo continuou dominante no transporte, enquanto o gás natural e a eletricidade cresceram nos usos residencial, comercial e industrial.

2000–2024: estabilização em torno de 18%

A participação permaneceu próxima de 18%. O consumo elétrico cresceu em volume, mas o consumo final total também aumentou, especialmente com transporte, gás natural e derivados de petróleo.

Um detalhe importante: quando se analisa a matriz energética primária total, a leitura muda. A eletricidade não é uma fonte primária: ela é produzida a partir de gás, carvão, energia nuclear, hidrelétrica, eólica, solar e outras fontes. Em 2024, o setor elétrico respondeu por cerca de 35% do consumo de energia primária dos Estados Unidos, mas esse cálculo inclui grandes perdas de conversão na geração, transmissão e distribuição.

Conclusão: a eletricidade ganhou importância na matriz energética final dos Estados Unidos, passando de cerca de 6% em 1960 para 18% em 2024. Apesar disso, o petróleo e o gás natural ainda dominam o consumo total de energia, principalmente por causa do transporte, da indústria e do aquecimento.

Recurso primário historicamente utilizado para gerar eletricidade nos Estados Unidos

Historicamente, o principal recurso foi o carvão mineral.

Durante muitas décadas, a geração de eletricidade dos Estados Unidos foi baseada principalmente no carvão. A mudança mais importante ocorreu nos últimos 15 anos: o gás natural ultrapassou o carvão e hoje é a principal fonte de geração elétrica.

A EIA informa que, em 1990, o carvão respondia por cerca de 52% da geração elétrica dos Estados Unidos. Em 2023, essa participação caiu para aproximadamente 16%, enquanto a do gás natural subiu de 12% em 1990 para 43% em 2023.

Evolução aproximada por fonte principal

Ano Carvão Gás natural Hidrelétrica Nuclear Observação
195046%13%30%0%O carvão já era a maior fonte; a hidrelétrica ainda era muito relevante.
196053%21%20%0%O carvão consolida a liderança.
197046%24%16%1%O gás cresce, mas o carvão segue líder.
198051%15%12%11%A energia nuclear começa a ganhar peso.
199052%12%10%19%Auge da dependência do carvão.
200052%16%7%20%O carvão ainda é dominante.
201045%24%6%20%Início da virada do gás.
201533%33%6%20%Carvão e gás ficam praticamente empatados.
201630%34%7%20%O gás natural ultrapassa o carvão.
202415%43%6%18%O gás domina, enquanto o carvão perde espaço.

Valores calculados a partir da geração líquida de eletricidade por fonte da tabela histórica da EIA, em milhões de kWh.

Resumo histórico

  • Início da eletrificação: as hidrelétricas tiveram papel importante, sobretudo no fim do século XIX e início do século XX. A EIA registra que a primeira aplicação industrial de hidreletricidade nos Estados Unidos ocorreu em 1880 e a primeira usina hidrelétrica comercial abriu em 1882.
  • Século XX: o carvão mineral tornou-se a base da eletricidade americana, por ser abundante, doméstico e barato.
  • Anos 1970–1980: o petróleo ainda participava da geração elétrica, mas perdeu importância. A energia nuclear cresceu e se estabilizou perto de 20%.
  • Depois de 2008: o gás natural cresceu fortemente, principalmente por causa do gás de xisto, dos preços baixos e de usinas de ciclo combinado mais eficientes. A EIA aponta o baixo preço do gás como fator central para o aumento da geração a gás e a queda do carvão.

Portanto, historicamente, a eletricidade dos Estados Unidos foi movida principalmente pelo carvão mineral. Atualmente, a principal fonte é o gás natural.

Histórico da produção de gás de xisto nos Estados Unidos

A produção de gás de xisto nos Estados Unidos cresceu de forma acelerada a partir dos anos 2000, impulsionada pela combinação entre perfuração horizontal e fraturamento hidráulico. O ponto de partida industrial foi o Barnett Shale, no Texas. Segundo a EIA, o número de poços horizontais no Barnett passou de menos de 400, em 2004, para mais de 10 mil em 2010, demonstrando a velocidade dessa transformação tecnológica.

Produção anual nos Estados Unidos

Gás natural retirado de poços de shale gas. Valores em trilhões de pés cúbicos por ano (Tcf/ano).

Ano Produção Média diária aproximada
20071,99 Tcf5,5 Bcf/dia
20082,87 Tcf7,9 Bcf/dia
20093,96 Tcf10,8 Bcf/dia
20105,82 Tcf15,9 Bcf/dia
20118,50 Tcf23,3 Bcf/dia
201210,53 Tcf28,8 Bcf/dia
201311,93 Tcf32,7 Bcf/dia
201413,97 Tcf38,3 Bcf/dia
201515,82 Tcf43,3 Bcf/dia
201617,85 Tcf48,9 Bcf/dia
201719,93 Tcf54,6 Bcf/dia
201823,98 Tcf65,7 Bcf/dia
201927,84 Tcf76,3 Bcf/dia
202028,90 Tcf79,2 Bcf/dia
202130,36 Tcf83,2 Bcf/dia
202232,48 Tcf89,0 Bcf/dia
202334,56 Tcf94,7 Bcf/dia
202435,11 Tcf96,2 Bcf/dia

Fonte: série histórica da U.S. Energy Information Administration (EIA), “U.S. Natural Gas Gross Withdrawals from Shale Gas”, em milhões de pés cúbicos. A série anual disponível vai de 2007 a 2024; para 2025 e 2026, a tabela ainda apresenta “NA” para shale gas.

O que a série mostra

A produção passou de 1,99 Tcf em 2007 para 35,11 Tcf em 2024. Em termos aproximados, cresceu mais de 17 vezes em menos de duas décadas.

A grande arrancada ocorreu entre 2007 e 2019, quando a produção subiu de 1,99 Tcf para 27,84 Tcf. Depois disso, continuou crescendo em ritmo menor, chegando a 35,11 Tcf em 2024.

Fases principais

1. Antes de 2007: fase experimental

A produção já existia, mas ainda não tinha escala nacional. O desenvolvimento tecnológico ocorreu principalmente no Barnett Shale, no Texas. O salto aconteceu quando o fraturamento hidráulico passou a ser combinado com a perfuração horizontal em larga escala.

2. De 2007 a 2012: explosão inicial

A produção passou de 1,99 Tcf para 10,53 Tcf. Foi o início da chamada revolução do shale gas, que reduziu fortemente a dependência americana de gás importado e pressionou os preços internos para baixo.

3. De 2013 a 2019: consolidação

A produção continuou aumentando, de 11,93 Tcf para 27,84 Tcf. Nessa fase, o gás de xisto alterou profundamente a matriz elétrica dos Estados Unidos, permitindo a substituição de parte importante do carvão pelo gás natural.

4. De 2020 a 2024: maturidade e crescimento mais lento

A produção subiu de 28,90 Tcf, em 2020, para 35,11 Tcf, em 2024. A EIA observou que, nos nove primeiros meses de 2024, a produção de gás natural de shale e tight formations apresentou uma pequena queda em relação ao mesmo período de 2023, pressionada pelos preços baixos do gás e pela redução da atividade em áreas como Haynesville e Utica. Mesmo assim, a produção anual bruta de poços de shale gas atingiu um novo patamar elevado em 2024.

Conclusão

O gás de xisto foi uma das maiores transformações energéticas dos Estados Unidos no século XXI. Ele permitiu:

  • aumentar fortemente a produção doméstica de gás;
  • reduzir a dependência de importações;
  • baratear o gás natural nos Estados Unidos;
  • substituir parte do carvão na geração elétrica;
  • fortalecer a indústria petroquímica e a produção de fertilizantes;
  • viabilizar as exportações americanas de GNL.
Em resumo: o gás de xisto transformou os Estados Unidos de um país preocupado com a escassez de gás em uma potência exportadora de gás natural.

Fontes

As principais fontes utilizadas são:

Tema Fonte principal Conteúdo
Carvão mineralEnergy Institute – Statistical Review of World EnergyProdução, consumo, reservas, comércio internacional e participação na matriz energética.
PetróleoEnergy Institute – Statistical Review of World EnergyProdução, consumo, reservas provadas, refino e comércio internacional.
EletricidadeEnergy Institute – Statistical Review of World EnergyGeração de eletricidade por país e por fonte: carvão, gás, nuclear, hidrelétrica, solar, eólica e outras.
Estatísticas oficiaisInternational Energy Agency (IEA) – Data & StatisticsBalanços energéticos, estatísticas nacionais e metodologias padronizadas.
Séries históricasU.S. Energy Information Administration (EIA) – International Energy StatisticsProdução, consumo, comércio e séries históricas de energia.

Fontes para dados do Brasil

  • Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP): petróleo, gás natural e combustíveis.
  • Empresa de Pesquisa Energética (EPE): Balanço Energético Nacional e matriz energética.
  • Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS): geração e operação do sistema elétrico.
  • Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL): geração, transmissão e distribuição de energia elétrica.
  • Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): indicadores econômicos e industriais.

Produto Interno Bruto (PIB)

Posição País PIB (US$ trilhões) PIB per capita (US$)
1Estados Unidos30,589.100
2China19,213.700
3Alemanha4,760.400
4Índia4,22.900
5Japão4,233.900
6Reino Unido3,857.600
7França3,252.300
8Itália2,441.100
9Canadá2,258.600
10Brasil2,110.300–10.500

Índice de Gini

O Índice de Gini mede a desigualdade de renda. Quanto menor o valor, menor a desigualdade.

Países com os menores índices de Gini
Posição País Índice de Gini
1Eslováquia21,6
2Eslovênia23,4
3Bielorrússia24,4
4República Tcheca24,8
5Bélgica25,4
6Finlândia26,6
7Noruega26,8
8Polônia27,0
9Islândia27,2
10Dinamarca27,4

Esses países combinam elevada renda, sistemas tributários progressivos e ampla rede de proteção social.

Brasil

  • Índice de Gini (2024): 50,3.
  • Posição aproximada: entre os 20 países mais desiguais do mundo e um dos mais desiguais entre as grandes economias.

Apesar da melhora recente, o Brasil continua bem acima da média dos países desenvolvidos.

Comparação internacional

País Gini
Eslováquia21,6
Noruega26,8
Alemanha≈ 31
França≈ 31
Japão≈ 33
China≈ 35
Índia≈ 33
Estados Unidos≈ 41
Brasil50,3
Colômbia≈ 53,9
África do Sul≈ 63

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)

Dados do Relatório de Desenvolvimento Humano 2025 do PNUD, com valores referentes a 2023. O IDH varia de 0 a 1: quanto mais próximo de 1, melhor o nível de desenvolvimento humano.

Países com os maiores índices de desenvolvimento humano
Posição País IDH
1Islândia0,972
2Noruega0,970
2Suíça0,970
4Dinamarca0,962
5Alemanha0,959
5Suécia0,959
7Austrália0,958
7Hong Kong, China0,958
9Países Baixos0,955
10Bélgica0,951

Brasil

País Posição IDH Classificação
Brasil84º0,786Alto desenvolvimento humano

O Brasil subiu cinco posições no ranking mais recente, chegando ao 84º lugar entre 193 países e territórios.

Conteúdo organizado para publicação em site. Recomenda-se atualizar periodicamente os valores e informar o ano-base de cada indicador.

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